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Frase de Vilmar Becker

Quem eu sou de verdade? Quem sou eu que preciso estar presente em tantos personagens? Por que preciso que tanta gente me veja? O que somos de verdade com ou sem o apoio da igreja, da família dos amigos e de outras instituições para as quais estamos sempre cumprindo papéis? Se a família apoiar ou criticar, você continuará sozinho. Quando penso no que estou dizendo, digo menos, porque é mais significativo. Quando não tenho sabor nas coisas que eu vivo e faço, eu multiplico as coisas que vivo e faço, e tudo porque não suporto ficar em casa comigo mesmo. Por isso preciso viajar o tempo todo. Prefiro o caos do transito ao silêncio de casa. Essa ausência de consciência, é observada diante do medo de encarar a morte como um caminho inevitável. A sabedoria é a preparação para dar sentido à vida de quem morre. A vida, sem a morte, seria insuportável. Como não aceitamos o envelhecimento, criamos crianças que devem viver uma infância cada vez mais longa e protegida. Mas é bom dizer às crianças que elas precisam deixar de ser crianças. Para fugir deste encontro, no entanto, as pessoas seguem encenando. Preferem se sentir vigiadas a se sentirem sozinhas. Preferem a crítica ao abandono. Quem eu seria se eu estivesse absolutamente só no mundo? com certeza seria mais um solitário com outros solitários. Quanto mais escrevo ‘KKK’ nas redes sociais, mais estou triste. Preciso que o mundo ‘curta’ a vida que acho insuportável. Da mesma forma, precisamos de hospício para imaginar que, estando fora, não somos loucos. Só interpretamos cenas, etiquetas e formalidades porque não aguentamos saber que todos fazem parte de um teatro. Tente descobrir vagamente quem você é. Você não será feliz. Mas sua consciência o impedirá de ser vazio. E você não precisará postar o tempo todo a felicidade que não tens. Vivemos hoje um momento de pura burrice argumentativa. A nossa capacidade de ouvir está muito baixa. Quando não quero ouvir, a solução é a cara fechada. A primeira condição humana é o diálogo. O seu ódio do outro é o seu medo de si. O diálogo nos humaniza.

Vilmar Becker

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Devo enfrentar a vida, com a certeza de que posso assimilar a dor e transformá-la em algo mais... Eu não posso fazer que não doa, mas posso transformar essa dor em amor... Amor ao que era, amor ao que julgava ser, amor ao legado que se deixa... e no fim, tanta dor acaba sendo tan…
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Devo enfrentar a vida, com a certeza de que posso assimilar a dor e transformá-la em algo mais... Eu não posso fazer que não doa, mas posso transformar essa dor em amor... Amor ao que era, amor ao que julgava ser, amor ao legado que se deixa... e no fim, tanta dor acaba sendo tanto amor... quase tanto amor, como o que nunca recebi...

Hoje não tenho medo da solidão, pois me acostumei com ela. Eu diria mesmo que me apeguei a ela. Na companhia da solidão posso ser eu sem nenhuma restrição, posso chorar, escrever e cantar. Ela me ensinou que não preciso de muitos para ser feliz, me ensinou que não preciso esperar…
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Hoje não tenho medo da solidão, pois me acostumei com ela. Eu diria mesmo que me apeguei a ela. Na companhia da solidão posso ser eu sem nenhuma restrição, posso chorar, escrever e cantar. Ela me ensinou que não preciso de muitos para ser feliz, me ensinou que não preciso esperar a minha outra metade pois já estou completo. A solidão me ajudou a recuperar o que com falsos amores, falsas amizades e falsas promessas tinha perdido... Graças a ela hoje sei o que sou, para onde vou, e o mais importante, o que realmente vale o meu coração. Então tenho uma relação estranha com a solidão. Por dias e meses me faz companhia, até que chegue alguém e me põe medo por um tempo, (costuma ser bastante tímida e quando vê que alguém se aproxima desaparece) mas não me deixa, vai e acompanha outra alma e depois volta para mim ... Quando volta quase sempre me encontra com o coração feito cinzas, destroçado e morto; mas não diz nada, só me rodeia e fica até que eu recupere o fôlego para continuar. E essa é a nossa relação; embora em ocasiões sou infeliz com ela porque eu sinto que é muito ciumenta, já que se há alguém por perto da minha vida ela não tolera e se vai, mas: o que posso fazer? Ela é assim e nunca mudará!... e é bom tê-la por perto por momentos, mas não para sempre, mas sei que ela entende. E a verdade é a única que volta depois de um tempinho longe, porque as pessoas que já prometeram, nenhuma voltou. Então, ela é fiel a mim e eu a desejo com paciência quando não está... Hoje ela me acompanha, assistimos a chuva cair da minha janela. Hoje ela está aqui, e não sei por quanto tempo vai ficar desta vez, costuma falar pouco e nunca me diz quando se tem que ir; mas hoje eu me agarro a ela com tanta força que por agora não quero deixá-la escapar.