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Frase de Jarid Arraes

há um dia em que a mulher pergunta a si mesma pergunta para outra mulher e as perguntas pairam flutuam sobre a cabeça as perguntas incomodam e vazam como excremento de aves de árvores de céu nesse dia a mulher procura a resposta por que de que adianta se há mãos que fazem dançar as cordas e os pequenos membros do corpo vivem em sacolejo o ventre morre em liminares gestações que formam mãos de homens e a partir do ventre as mãos nutridas pela mulher saem na direção do mundo de tudo que é externo de tudo que é global antropológico fágico e social e a mulher nesse dia pergunta para outra mulher para o espelho de que isso tudo adianta

Jarid Arraes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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nunca mais trago o amor os dias de volta
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nunca mais trago o amor os dias de volta as cartas sobre a mesa nunca mais o poste o papel colado a cuspe e lágrima passam as folhas as palavras passam entre concreto e bitucas de cigarro os passos vão de encontro ao passado os muros repetem meia volta nunca mais três dias e ao acaso o som dos saltos e os buracos nunca mais trago o amor os punhos erguidos os cartazes sobre o ventre livre passam os muros as folhas caem e secam tristes

minhas paredes desabaram – só se ouviu
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minhas paredes desabaram – só se ouviu o som – oitocentos reais de tijolos cimento azulejos rejunte branco – as paredes foram desabando – como todos os grandes muros políticos protetivos cativos coloridos mijados – onde se escoram os cansados – minhas paredes cumpriram seu tempo