Pular para o conteúdo

Frase de Risomar Sírley da Silva

'PERCURSO...' Ele sempre caminhava pelas ruas observando a crueldade. Numa de suas andanças, percebeu uma pobre criança, a pedir comida a um senhor que o rejeitou. Mas à frente, um vetusto de idade, já sem conhecer a cidade, tentando atravessar a rua sem que ninguém o ajudasse. Mas à frente, observou um nasocômio, Ali presenciou pessoas enfermas! Outras truculentas. Pessoas sofrendo nas filas ali formadas. Olhares abatidos, desesperadas... Voando pelos lados, viu pessoas jogadas ao chão. Cheiro de fome e frio, sem brio perdidas no vício. Amotinação de carne humana, sem ação. Céleres andando de um lugar para o outro, andar sem direção. Caminhando em volta da pequena praça, ninhos de celeiros à céu aberto... Cidade metropolitana com seus metropolitanos fantasmas. Passou na igreja e presenciou uma porção de tristezas espalhadas. Refúgio de ludibriados, pensando ser desanuviados. E a nuvem de truculências e idolatrias estavam seguidas juntas. A partir de então, o homem resolveu ser triste por excelência. Um mundo triste, cheio de pessoas tristes. Tristeza refletindo adolescentes contemporâneos. As tantas guerras entre si, sementes cultivadas pelo esboço humano... O homem triste sempre chora ao perceber que os milagres não mais existem. E que as enfermidades escurecem o amanhecer. Toda sua tristeza percorre-lhe novamente à alma como um menino nascendo. E lembra do pequeno parto que é a vida, dos pequenos verbetes que lhe atingem a alma olhando fotografias antigas. Pequenas descobertas parecem tão reais, triviais, fortalecendo o percurso. Ele toma seu café da manhã como se fosse o primeiro, talvez o último. Cheiro de 'novo'. Mas novamente faz o mesmo decurso, cheio de atalhos, sem pássaros para mostrar-lhe as melodias. Percursos que ainda podem reviram um coração cheio de dor...

Risomar Sírley da Silva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Risomar Sírley da Silva

"Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma..." "Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva..."