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Frase de Amanda Lemos

Limpeza Para você que se prezou a começar ler este texto agora, agradeço desde já e lhe proponho uma dinâmica. Peço apenas que imagine as dadas situações que lhe propor e não se limite nelas, afinal, a imaginação é a principal porta para os sonhos, os devaneios loucos e uma mente estonteante, Então não se limite no que é bom e faz bem. Peço que escolha um cômodo de sua casa, o seu preferido, inclusive. Agora, o imagine, e faça de conta que este cômodo escolhido é seu coração. Sim, seu coração que bate milhares de vezes por segundo, que pesa, que ampara, que representa. Agora imagine este ambiente como estando todo desarrumado. Os objetos esparramados, a poeira tomando conta, as portas e janelas trancadas, uma sujeira insuportável , uma bagunça que você nem sequer consiga se mover em um local desses e que passe mal só por estar nele. Imagine. Imagine agora uma súbita vontade que lhe deu, neste instante, de arrumar este cômodo. Limpar os objetos, arrumá-los, colocá-los no seu devido lugar. Abra as janelas, as portas, deixe o sol entrar. Arrume as cadeiras, tire o pó do sofá. Sacuda as almofadas. Deixe o cheiro de jasmim/camomila tomar conta do recinto. Agora sim você se sente melhor em um local desses. Arrumado, confortável, prazeroso, leve. Peço que imagine agora um arquivo. Sim, um arquivo. Não muito grande nem muito pequeno, mas que tenha capacidade de guardar todas suas provas de um passado que você viveu. Fotos, textos, cartas, rascunhos, vídeos, lembranças. Este arquivo encostado na parede deste cômodo onde você se encontra. Chegue mais perto dele e abra-o , por favor. Percebe a bagunça ? Fotos espalhadas, em desordem. Textos rabiscados e manchados por uma tinta preta, Um passado bagunçado, desorientado. Sem direção certa. Arrume o arquivo. Recolha as fotos. As organize. Leia os textos com carinho e os revise. Limpe o arquivo. E as lembranças ruins peço que não as queime, nem as jogue fora. Guarde-as nas últimas gavetas do arquivo, para que não tenham o direito de lhe atormentar novamente. Mas não as jogue fora, repito. Muitas vezes ficamos presos em um presente incerto por não termos consciência do que vivemos e aprendemos no passado. Peço que guarde as imperfeições deste ambiente,. As lembranças de um passado que você não gostou de viver, guarde-as. Afinal, são essas decepções que às vezes nos trazem as melhores lições. Não as despreze, tampouco jogue-as fora. Não. Já as boas lembranças, as fotos, as cartas, os textos que te fazem recordar de um passado que você daria a vida para viver os antigos momentos... Do primeiro beijo, do primeiro amor, da primeira bronca, do primeiro emprego, da primeira vez que dirigiu, que a prendeu a andar sobre as próprias pernas, que aprendeu a falar, da primeira briga de escola, do primeiro amigo, seus primeiros paços de ser humano. Estes sim, peço que organize-os também, mas os guarde nas primeiras gavetas do arquivo. Para que você quando se sentir desamparado, lembre-se de acontecimentos que valeram uma vida inteira. Organizado o arquivo e o cômodo, me responda : Se sente melhor estando nele ? Ou prefere viver em um ambiente desorganizado ? A resposta é óbvia. Nosso coração, caros leitores, funciona da mesma maneira. Às vezes, necessita de uma “faxina”, sacudir a poeira do tapete, abrir as janelas, deixar a poeira sair e trocar o disco do som. É como uma mochila. Quando pesada demais com aquilo que não é necessário você se quer consegue se mover de tão pesada que está, correndo até o risco de contrair uma escoliose. Nosso coração pesa também. Nossos sentimentos se extrapolam, desarrumados. Nosso passado nos prende e nos impede de progredir, seguir em frente. Cabe a cada um se permitir a uma “limpeza” de vez em quando, limpar toda angústia, as depressões, decepções, medos inconscientes, culpas e toda consciência pesada. Sem retirar os aprendizados que lhe percorreu por toda vida. Mas acredite, essa limpeza só parte de mim, de você exclusivamente. Não ache que há um telefone para os “Faxineiros do coração”, pois não há. Fácil seria se houvesse, mas como o fácil só se limita com o morno, não há. O bom é o que queima, congela. Extremistas. 8 ou 80, ou ser ou não ser, ou ter ou perder. Permita-se a euforia. Vá além da definição de felicidade, êxtase. De modo que, cabe a cada um cuidar do que é seu e não deixar que ele, o coração, pese e afugente nossas esperanças. Afinal, nós já admitimos que um ambiente limpo, organizado, é mais prazeroso para se viver. É leve e aconchegante. Se permita a ter um coração assim, leve e que lhe permita imaginar até onde nossos limites derem por um fim. E verá que às vezes, menos é mais.

Amanda Lemos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Amanda Lemos

Entenda que não basta entender. Para você também que possui um curativo no coração, e um Band Aid nas feridas mais internas e que não entende o quão se torna difícil uma convivência..., bate aqui, não fazemos questão nenhuma de compreensão. Até que ponto os nossos problemas gan…
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Entenda que não basta entender. Para você também que possui um curativo no coração, e um Band Aid nas feridas mais internas e que não entende o quão se torna difícil uma convivência..., bate aqui, não fazemos questão nenhuma de compreensão. Até que ponto os nossos problemas ganham dimensões que nos limitam de viver o que há para se viver ? Até que ponto, você, meu caro amigo, despeja toda sua felicidade em um outro alguém ? Até que ponto somos dependentes de um sorriso alheio para propiciar o nosso ? ... Eu andei pensando ultimamente o quão o tempo é influenciador em nossas vidas. Nos faz descrer do impossível, abandonar uma ilusão, disfarçar feridas, secar curativos. Há algum tempo atrás, esbanjava felicidade, e não uma felicidade qualquer, mas uma daquelas bem autêntica de, quem sorri até com os olhos , de quem ama só por amar, e de quem arrisca achando que a vida está para a brincadeira. Há algum tempo atrás... Eu ainda cultivava laços que nunca pensei que o nó iria se afrouxar, ou que uma dor tomaria tanto espaço nessa mente insana que só lhe cabiam palavras. Há algum tempo atrás eu convivia com poucos, mas essenciais, admito. Não que deseje descarregar toda culpa nesses novos relacionamentos formados. Turbilhões de mensagens e ligações. Furtivas amizades feitas,... Não que seja isso, porém, em que medida, somos capazes de ganhar algo e no entanto também cultivar o que se tinha ? Em que ponto não pecamos em oferecer carinho de mais há uns e de menos aos que mais precisam ? Em que ponto podemos amar não um, mas dois corações ? Não disseram que relacionar , conviver, despertar emoção em alguém, seria fácil. E não é. Pessoas são difíceis. Não se pode confiar no que um sorriso diz por imaginar que há um milhão de lágrimas por trás. Não se pode entrelaçar os dedos, por medo de se gostar demais, pois há certas coisas que fazendo juntos não teria como não se apaixonar. Não se pode mais estar bem estando mal, ou disfarçar problema com bebida. Não se pode mais amar sem medo de correspondência. Não. Não se pode. Não se pode mais apontar a flecha para um rumo sem temer suas conseqüências. Nesse caos de não poder, como, me expliquem, suplico, ... como conviver ? Soa muito mais fácil descrever tantas perguntas do que trazer respostas. Não há resposta para tudo. Uma alma tão intensa como a minha nunca se contentou com metades ou com algo que despejasse o morno ou o sublime. É tão mais fácil viver em equilíbrio, dosar a dose, ou não respirar risco algum. Sim, é mais fácil. Mas graças a Deus, nunca me permiti ao mas fácil, nem dos amores mais fáceis tive vontade, sempre quis dar a cara a tapa e ansiar por aquilo que nunca foi possível , na teoria. Nem da escrita mais fácil, carregada de palavras clichês, ou uma obviedade melancólica. Nem se quer busquei a facilidade de vender simpática ao mundo inteiro, mas sim me doar à uns poucos e bons. Mas foi nessa de sempre querer o impossível e , muitas vezes, o difícil, que caí em erro próprio. Não há como deixar que a loucura escorra pelas veias apenas em momentos convenientes, que seja louca, mas louca por inteiro. E amar não seria diferente. Tendo uma mente tão alucinada..., gostar, criar afeto, se torna tão excruciante, como alguém que não demonstra falta de carinho mas ser a pessoa que mais precisa. Ser intensa nos sentimentos, ações e sempre imaginar milhares e milhares de coisas antes de dormir, se é que consegue fechar os olhos e descansar. Como quem pensa e “trepensa” no outro mas que por um orgulho fútil não demonstra, ou se demonstra , demonstra por base de uma frieza incalculável . Eu não entendo. Minto. Por enquanto, não faço nenhuma questão de entendimento, e peço que façam o mesmo. Entendam apenas o que é cabível , do resto, quando fugirem todas as compreensões , não exijam entendimento algum. Não deixem que o entender demasiado lhes impeça de sentir.

Há algum limite ? Ultimamente ando lendo muitos artigos e dissertações de autores renomados e privilegiados à respeito de um tema que acredito ser “gabaritadíssimo” e que venha a suscitar polêmicas a mil. A condição humana .
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Há algum limite ? Ultimamente ando lendo muitos artigos e dissertações de autores renomados e privilegiados à respeito de um tema que acredito ser “gabaritadíssimo” e que venha a suscitar polêmicas a mil. A condição humana . Dei enfoque as ações que levam o homem a ser quem diz que é, e a que ponto este chega para almejar aquilo que deseja. Tive a oportunidade de conferir textos de Hannah Arendt e opiniões diversas vindas tanto de filósofos, tanto de sociólogos. *Dica tal que deixo para muitos leigos que buscam escrever com tanta eloquência se baseando do nada. Se me permitem um “puxão de orelha”, .... é imprescindível uma leitura eficaz para a produção de um bom texto. É necessário domar as técnicas de bom português, bem como ter um conhecimento de mundo vasto, se tratando é claro de um bom texto dissertativo. Poucos são os que começam maravilhosamente bem um parágrafo e graciosamente e descomunal encerram com um ponto final. Muitas vezes gastamos horas de leitura, para levar no máximo uma para a escrita. Isso é resultado de uma pesquisa contínua e incessante. Sem leitura, sem prática, não se escreve bem. Ninguém nunca disse que escrever seria tarefa fácil...; Mas voltando ao tema foco,... Andei sim lendo à respeito. E acabei me deparando com várias indagações: Até que ponto chegamos ? O que se define por um limite ? Reformulo. Até que ponto o ser humano é capaz de chegar para alcançar aquilo que almeja ? Tendo em vista tantos assassinatos relâmpagos, sequestros pré determinados, roubos a mão armada , e o pior, é você assistir praticamente todos os dias aos noticiários e ver que há tantos jovens no crime que matam por dois reais, causas essas que são diversas,. Sustento da dependência química, pressão dos demais.,dívidas, seja o que for, ... Parece que a morte virou justificativa para erros humanos. Andei lendo alguns termos no dicionário, enriquecedor de vocabulário , diga-se de passagem, para via de comparação, e encontrei duas palavras relativas ao tema que me chamaram a atenção: - Esforçar : Tornar-se forte; trabalhar com afinco. - Ambição : Desejo de poder ; fama; honrarias ; etc. - Aspiração, desejo intenso. - Dicionário da Língua Portuguesa- Ruth Rocha. - Quando é possível, e como, conciliar ambição com esforço ? Como é possível conseguir algo sem afetar o próximo ? Perceba que muitas das nossas ambições que resultam em atitudes fora dos limites são conseqüências de uma obrigação que temos para com a sociedade. Usam drogas para fuga de problemas, outros para se aliarem a um grupo, outros para , digamos, causar.; Roubam tanto para adquirirem aquilo que não tem condição . Gastam mais do que possuem para comprar coisas desnecessárias para impressionar pessoas que não gostam. Como é vida é hilária, não ? Às vezes, temos pelo simples fato de ter. Ou temos para simplesmente dizermos que temos e que podemos adquiri-lo. Esnobismo ? Há quem diga que sim. Em termos pessoais, penso que ambição não seria um problema em si, se tornaria sim quando não dosado. Como um remédio que cura, mas em exagero, mata. Sem ambição , do que viveriam as metas que traçamos ? Do que valeria tantas noites de estudo se não almejássemos um bom resultado em algum vestibular ? Do que valeria um bom médico se não buscasse a cura da AIDS ? Ou um bom arquiteto que não quisesse vender sua idéia ? Não valeriam. Seriam um entre muitos. Há de se ter objetivos em mente, Sonhos, inclusive, são nossas metas em rascunho para um objetivo futuro. A questão é quando esta ambição se torna descomunal e ultrapassa uma mente sã. Quando o preço de tudo isso se torna alto demais a se pagar. Como o assassinato de uma criança de 13 anos, ou um assalto à uma pedestre idosa, o seqüestro de um vereador rico, ou até mesmo a aposta de uma família em jogo. Até que ponto você chegaria para alcançar aquilo que mais deseja ? Ao menos uma coisa é certa: Não temos resposta para todas as perguntas. E ainda dizem que somos plenamente racionais...