Frase de menino laranja
te amo mesmo quando não digo, penso em ti mesmo tendo-te tão distante. teu toque arrepia minha pele, sua voz daquele dia em setembro ainda ecoa na minha alma. preciso dizer que nunca te esqueci, tu foste minha saudade mais dolorosa e verdadeira. ainda eras viva, e isso é o pior, não porque quero a sua morte, mas porque aquela versão contigo, nas tardes e noites sombrias, mas sempre tão vivas e calorosas, não existem mais. suas palavras, suas ações, nossos planos daqueles dias, nossas piadas internas, as tatuagens “h” e “a”, itália, veneza, atthis d’layla, benjamim — já não existem mais. poemas da elaine baeta, nossas conversas mais profundas, seu primeiro te amo, nosso primeiro oi com aquele livro — não lembro o nome, mas lembro da capa e do dia como se fosse ontem. tudo ainda está ali guardado, esperançosos e cheios de sonhos; não com essa bagunça que criamos por palavras não ditas, achismos, certezas— que nos perderam em algum momento. uma conexão que vai além do tempo; meu amor, meu eu mais profundo ainda mora naqueles momentos que nunca mais voltam e em um eu mais velho e endurecido pelo tempo. tenho tantas palavras, tantas ações que quis te dizer; podem sufocar a mente mais sã e robusta da raça humana. tantas lágrimas, tantos olhares que não pude te dar; guardo todos eles em uma caixa de uma história tão libertadora— linda, amada, angustiante e agonizante— que já vivi. ainda estou em algum momento; em um quem sabe.
No pensador.ai desde