Frase de Rô Montano
"Sombras da Memória" A sombra da lembrança estende-se como o passo de quem caminha, molda-se ao contorno do ser, e, por mais que tentemos fugir, ela nos segue. A cada curva da estrada da vida, a lembrança repousa sobre os ombros, como o peso de um abraço distante, como se o tempo fosse um relógio sem ponteiros, onde a memória marca o compasso. Caminho por trilhas já marcadas, onde a poeira da saudade se levanta, misturando-se à brisa quente da tarde. As lembranças não têm forma, mas ocupam o espaço da alma com o delicado toque de quem não se vai, mesmo quando os rostos se perdem no horizonte da ausência. Zé Fortuna, com sua melodia, afirmou que a mão do tempo é firme, mas a memória, ah, a memória, é uma canção que nunca se apaga, que ecoa nas montanhas do coração, que dança nas sombras da gente, nos caminhos infinitos do sentir. E assim, sigo, onde o tempo não apaga a história, onde as sombras se tornam luz, e onde as lembranças, como flores silvestres, desabrocham no silêncio do vento. O que somos, senão o som daquilo que já foi, a sombra do que ainda vive em nós?
No pensador.ai desde