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Frase de Clara Rangel

Eu prometi te esperar o tempo que fosse preciso e nunca lhe apagar da memória, prometi também ter forças pra lutar pelo que fosse preciso. Tu me fizeste prometer isso, eu prometi. Tu prometeste voltar o mais rápido que pudesse, prometeu ligar ou até mandar cartas para mim dizer como estava indo teus dias. Tu não fizeste nada do que prometeu, tu simplesmente ignoraste todas as minhas ligações e cartas, mas eu não sou igual a você. Mesmo doendo muito de talvez tiver a certeza que tu me esqueceste, eu não vou esquecer que um dia tu me amaste, ou fingiu me amar. Ainda olho para as estrelas como no último dia que nos falamos, elas não brilham mas, viraram apenas pontos cintilantes no céu. Podem até brilhar, mas não há o mesmo significado que antes tinha. Olho-me no espelho e não me reconheço. Tu tiraste tudo de mim, até minha alma.

Clara Rangel

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Clara Rangel

O teu amor me afogou.
(…) Eu não sabia o que lhe dizer, pra falar a verdade não sabia nem o que estava sentindo. Era muito fácil o ver saindo e voltando na minha vida sem pedir licença. O difícil era aceitar e saber conviver com aquelas idas e vindas. Ele já sabia a hora certa de chegar, só não sabia…
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(…) Eu não sabia o que lhe dizer, pra falar a verdade não sabia nem o que estava sentindo. Era muito fácil o ver saindo e voltando na minha vida sem pedir licença. O difícil era aceitar e saber conviver com aquelas idas e vindas. Ele já sabia a hora certa de chegar, só não sabia a hora certa de ir embora. E era isso que mais me dava raiva, quando eu achava que ele então iria ficar pra sempre, eu acordava e não o via lá do outro lado da cama. Quando ele ia, até os assuntos narcisistas, me faziam falta. Até a forte habilidade dele, de assistir novela e achar graça dos diálogos sem muita importância, deixava-me um vazio extremo. Eu ficava peripécia de como as idas dele mexia tanto comigo. Porque eu ainda não tinha me acostumado com essas idas e vindas dele? Já era pra eu ter preenchido esse vazio - há muito tempo. Desde aquele verão em Londres, quando ele deixou uma xícara de café com um bilhete encima da cabeceira da cama, escrito: “Pode me esperar? Eu sei que sim.” E o que mas dá raiva, era que o motivo dele sumir tanto assim das minhas vistas, era por eu ter deixado a porta aberta na primeira vez que ele foi embora. E era esse o motivo que me fazia não debater em nada: a culpa foi minha e continua sendo. Até chegar o dia em que o café quente irar perder o gosto, ou não aja, mas as folhinhas-cor-de-rosa pra ele deixar um bilhete de despedida. Ou então chegue o verão e eu feche a porta e não o deixarei mas entrar.