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Frase de Paulo Coelho

⁠– (...) Você está vendo o que eu tenho no pescoço? – Uma gravata. – Muito bem. Sua resposta é lógica, coerente com uma pessoa absolutamente normal: uma gravata! Um louco, porém, diria que eu tenho no pescoço um pano colorido, ridículo, inútil, amarrado de uma maneira complicada, que termina dificultando os movimentos da cabeça e exigindo um esforço maior para que o ar possa entrar nos pulmões. Se eu me distrair enquanto estiver perto do ventilador, posso morrer estrangulado por este pano. Se um louco me perguntar para que serve uma gravata, eu terei que responder: para absolutamente nada. Nem mesmo para enfeitar, porque hoje em dia ela tornou-se símbolo da escravidão, poder, distanciamento. A única utilidade da gravata consiste em chegar em casa e retirá-la, dando a sensação de que estamos livres de alguma coisa que nem sabemos o que é. Mas a sensação de alívio justifica a existência da gravata? Não. Mesmo assim, se eu perguntar para um louco e para uma pessoa normal o que é isso, será considerado são aquele que responder: uma gravata. Não importa quem está certo – importa quem tem razão.

Paulo Coelho

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com | Fonte: Veronika decide morrer. São Paulo: Paralela, 2017. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.

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- Jamais tenha vergonha - continuou ele. - Aceite o que a vida lhe oferece, e procure beber das taças que estão na sua frente. Todos os vinhos devem ser bebidos - alguns, apenas um gole; outros, a garrafa inteira. - Como posso distinguir isso? - Pelo gosto. Só conhece o vinho b…
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- Jamais tenha vergonha - continuou ele. - Aceite o que a vida lhe oferece, e procure beber das taças que estão na sua frente. Todos os vinhos devem ser bebidos - alguns, apenas um gole; outros, a garrafa inteira. - Como posso distinguir isso? - Pelo gosto. Só conhece o vinho bom, quem provou o vinho amargo

Em busca da maldade Khrisna resolveu testar a sabedoria de seus súditos. Convocou Duryodhana, um rei conhecido por sua crueldade, e pediu que encontrasse um homem bom em seu reino. Duryodhana viajou durante um ano, e voltou à presença de Khrisna, dizendo:
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Em busca da maldade Khrisna resolveu testar a sabedoria de seus súditos. Convocou Duryodhana, um rei conhecido por sua crueldade, e pediu que encontrasse um homem bom em seu reino. Duryodhana viajou durante um ano, e voltou à presença de Khrisna, dizendo: “Busquei um homem bom, e não encontrei. São todos egoístas e malvados”. Khrisna chamou o rei Dhammaraja, considerado um homem santo. Pediu que percorresse seu reino em busca de um homem malvado. Dhammaraja viajou durante dois anos, e voltou a Khrisna, dizendo: “Perdoe-me, mas não encontrei ninguém mau. Todos têm um lado bom, apesar dos defeitos”. Então Khrisna comentou com os outros deuses: “Viram? O mundo é um espelho, e devolve a todos os reflexos do próprio rosto”.