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Frase de Liliana Oliveira

Não Sabes? Olho para a tua face estampada Naquela inesquecível fotografia, E penso na desilusão que trago tapada Por uma falsa alegria. Preciso de ti comigo, Já só me resta implorar Porque já nada mais consigo Para que me voltes a amar. Ando ainda baralhada Só consigo sonhar Sonho até acordada Que tu estarás para voltar. E torno a minha alma num engano Espero voltar a ter-te aqui Para que, de amar, não nos arrependamos Já me bastou este demoroso ano Em que pensei, pensei, até que descobri Era apenas de amor que precisávamos.

Liliana Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Olhos tristes visionando a lua "Ninguém fala da noite e do seu brilhar, Parecem todos iludidos com a escuridão
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Olhos tristes visionando a lua "Ninguém fala da noite e do seu brilhar, Parecem todos iludidos com a escuridão E até as estrelas que se andam a esforçar Sofrem com tamanha ingratidão. Só os homens de olhar triste parecem ver Que a noite serve de consolação Para os que não conseguem entender Os grandes males do coração. A lua reclama para si algum poder Pois é grandíssima a sua responsabilidade Ninguém, um dia, poderá ter o prazer De, dos olhos tristes, criar a felicidade. Se a tristeza alguma vez te invadir Não te deixes dominar pelo medo, E mesmo sozinho, fala com a lua... Pois ela nunca irá fugir, Vê-a através de um dedo, Ela irá ser sempre tua!

Afoguei o Amor A culpa é, sem dúvida, o pior sentimento Mas enche-me quase todo o coração
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Afoguei o Amor A culpa é, sem dúvida, o pior sentimento Mas enche-me quase todo o coração De mágoa e talvez até ressentimento, Quando o tema abordado é paixão. Deixei partir o meu grande amor, Agarrado à vela de um barco. Um barco que se afasta com rancor, E leva no coração a seta de um arco. E gora passo noites e noites a pensar Em como entreguei o meu amor à morte Entreguei-o, sim. Sem remorsos, sem chorar E deixei-o navegar à sua sorte. O mar por onde agora deve navegar É composto de lágrimas da minha alma, Que desde aí ficou despedaçada, creio. Agora castigada, resta-me chorar Para que com alguma calma Aquele barco navegue num mar cheio.

Entardecer O sol vai caindo pela linha do horizonte Sente-se uma calma irregular
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Entardecer O sol vai caindo pela linha do horizonte Sente-se uma calma irregular Que faz uma espécie de ponte Com o sentimento daquele olhar. Além, um grupo de amigos sentados, Todos na mesma brincadeira, Fazem-lhe lembrar momentos passados, Antes de ter cometido tal asneira. E atira uma concha ao mar Com uma fúria descontrolada Como se ele pudesse pagar O facto dela ter sido mal amada. Por fim, contenta-se com a resignação, Ninguém pode aliviar o seu sofrimento Nem mesmo o cheiro a maresia, Tem despedaçado o coração E agora apenas o vento Lhe vai embalando a fantasia.

Alívio Dói-me a alma e é tanto o meu sofrimento Quero aliviar-me, acendo um cigarro
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Alívio Dói-me a alma e é tanto o meu sofrimento Quero aliviar-me, acendo um cigarro E esta estranha espécie de sentimento Vai saindo na forma de catarro. Emoções loucas, malucas Sai tudo pela boca, num bramido É o desespero que escutas De quem acredita estar tudo perdido. Tenho a consciência a ferver Para este crime não existe redenção, E continua loucamente a doer, Acabou-se a alegria, o amor, a paixão. No túnel apagou-se uma luz Já nada a minha alma ilumina Tudo está perdido... Agora é a raiva que me conduz, Por isso, apenas imagina, O tamanho do meu bramido!