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Frase de Márcio Souza

O CASEBRE Márcio Souza. 26.04.18 Pobre e simples tapera perdida, abandonada, Um semidestruído casebre perdido no tempo, E que sobraram apenas paredes barreadas, Maltratadas e surradas pelo açoite do vento. Uma casinha modesta, simples talvez, Construída de taipas, pobrezinha e sem cor, Que ao passar do tempo, o sábio tempo desfez, Ninguém sabe talvez, alguma história de amor. Ela embora sem cor, mas com verde da mata, Onde a vida caminha no seu passo a passo, E que o som do silêncio se faz serenata, Onde apenas se ouvem os cantos dos pássaros. Uma velha árvore completa a tosca paisagem, Que só o tempo que o diga a história dela, Escorando o casebre e pedindo passagem. Nos retorcidos galhos e as belas bromélias. O que fora na vida, uma realidade e esperança, Hoje, corroída pelo tempo, abandonada e só, Vai enterrando, aos poucos, todo passado e lembranças, As velhas paredes de taipas transformando-se em pó. Essa imagem bucólica plantada no agreste, No verde jardim, do velho e verde sertão, Ao relento do vento e sob o sol do nordeste, Dando prazer aos olhos da alma e ao coração. Márcio Souza. Foto: Lu Benjoino. (Direitos autorais reservados) https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2091256924237326&set=a.550967981599569.139282.100000591160116&type=3

Márcio Souza

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⁠ ETERNO AMOR 781 Márcio Souza Pela primeira vez que te vi As nuvens no céu se abriram Com a luz do teu amor renasci E felizes as estrelas sorriram. Perambulei pelas galáxias infinitas Como um caminheiro errante Tu, entre as estrelas, a mais bonita E do universo a mais brilhante. Amamos, fizemos juras de amor Vivemos em êxtase de lua de mel Aspiramos perfumes das flores, Como dádivas caídas do céu. Do lindo amor que plantamos Com muito amor e carinho Fiz de ti a beleza do meu sonho E a mais linda flor do meu jardim. Desse amor puro e sincero Transformado em brisa ou chamas Será vivo e sempre eterno Porque eu te amo e tu me amas. Márcio Souza

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CIPRESTES AO LUAR. Márcio Souza A lua beija os ciprestes, Com os teus raios de esplendor, Tuas luzes em forma de preces, De muita paz e amor. Oh, lua, querida lua, Romântica e apaixonada, Traz-me em toda beleza tua, Os beijos de minha amada. É esse beijo que consola, Alegra e me alivia o coração, E aos poucos eu mando embora, Parte desta minha triste solidão. Oh! Lua ao retornares, Tome a mesma direção, Peço-te para minha amada levares, Meu amor, meu coração. Entre os ciprestes verdes, Como namorados ao luar, Amanhã eu quero ver-te, Trazendo, o meu amor pra eu amar. Oh! lua branca prateada, Vais depressa, por favor, Vais buscar a minha amada, Traz pra mim o meu amor! Márcio Souza