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Frase de Linda Lacerda

Com que roupa eu vou a esse "fim de mundo" que me convidaram e que prato devo levar? Quando em criança eu viajava muito com uma tia e infelizmente, sofria de terríveis enjoos durante a viagem... Então, para evitar acidentes ela sempre me dizia: “Quando se sentir enjoada, peça para parar.” Eu agora, depois de adulta continuo sentindo enjoo, mas de outras coisas e outras atitudes... Por isso peço: Deus pare o mundo na próxima estação, que eu quero descer... Descer antes que eu vomite na gola desses cientistas apocalípticos nostradâ -(micos) contemporâneos, ladrões da boa e farta mesa , sádicos devoradores do apetite alheio. Eu, graças a Deus, estou imunizada contra toda e qualquer espécie de previsão que provenha dessas bocas loucas, por que aprendi desde criança, que o que mata é a fome e não a comida; Que o que falta no planeta são pessoas que façam política para dividi-la entre todos. ...Que o mundo não precisa de outros cristos se sacrificando pelas florestas e rios. Precisa de homens que salvem a humanidade da fome, da desigualdade social, da miséria... Em 1999 vieram dizer que o ovo mata. Agora Após uma ampla pesquisa feita na Universidade de Harvard, nos EUA, os médicos chegaram à conclusão que comer uma unidade por dia não é nenhum pecado. Até porque a proteína desse alimento é de altíssima qualidade. Que eu devo comer no mínimo, quatro ovos por semana senão corro risco de ficar com deficiência de luteína. (parece nome de vó)!Luiz Fernando Veríssimo quer cobrar indenização pelos fios de ovos que deixou de comer, que segundo ele, dariam a volta ao mundo... Pouco depois, para alegria dos granjeiros, peixeiros e afins, descobriram que carne vermelha era veneno... Mas a alegria durou pouco... O frango também mata por excesso de hormônios...De forma que o povo ficou saltitando como galinha do primeiro ovo entre o açougue e a granja, sem saber o que comer... Noite passada,para desespero meu, flagrei minha filha naturista convicta rezando fervorosamente:"O pão integral nosso de cada dia nos dai hoje..." Algumas repórteres e nutricionistas agora já apelidaram a margarina de "gordura do mal"...Mas antes não era a manteiga que matava? Que margarina é que era do bem? Será que vou ter que ir as compras com uma pistola, meu Deus? Será que no futuro os alimentos terão cara de Jack, o estripador? Pacotes de carne embalada a vácuo com cara do Jason de sexta-feira 13 de machadinha em punho? Os biscoitos recheados com cara de Tuck, o boneco assassino? Não bastasse, colocaram o açúcar no banco dos réus e quando correram em busca do mel, ele já não estava lá... Também poderia causar a morte, infestado pela perigosa Clostridium botulinium, assassina confessa,causadora do botulismo.Pobres abelhas operárias... Desempregadas da rainha,demitidas por justa causa pelos "zangadões"sem causa...Queda triste Iracema, com seus lábios infectados...Fiquei pensando o que restaria nas prateleiras dos supermercados, que me alimentasse sem que eu fosse considerada uma suicida em potencial, se décadas depois viesse a morrer... Meu vizinho morreu semana passada, depois de ter ficado cinco anos sem provar um naco de churrasco de picanha, por que a gordura contida nela poderia lhe abreviar os dias. Seu último desejo foi um pedaço de chuleta, que a esposa só lhe deu depois de ele ter assinado o testamento, uma vez que poderia ter morte fulminante e não ter tempo de fazê-lo. Três dias depois, os mesmos cientistas que lhe proibiram comer a tão sonhada e desejada gordurinha, vem, eles mesmo, dizer que a bendita gordurinha do churrasco não faz mal nenhum e que devemos sim, é fazer de 10% do nosso prato diário, gordura de carne vermelha! Pobre do meu vizinho, onde estará repousando a agora a sua alma? Sob as asas de um anjo, ou paira penada sobre os verdes campos da sua terra, onde pastam seus gordos bois de corte? Agora descobriram que o alimento transgênico que seria a salvação da lavoura, ou melhor, dos agricultores com seus preços altíssimos, está provocando câncer em ratos... E como a única coisa,-segundo os cientistas malucos-, que nos difere do rato é o cérebro, eis aí o povo que passou a santificar o transgênico, sendo obrigado a apelar para outros santos pra não morrer de câncer... Seria cômico se não fosse trágico. Hoje os meteorologistas até me dizem com que roupa deve sair, se levo ou não guarda-chuva e até que acertam, mas o que é preciso mesmo é saber desses loucos, que roupa os humanos devem comprar para o fim do mundo... Nunca se sabe se acabará em fogo, em água, em gazes tóxicos, em um amontoado de sacolas plásticas e garrafas pets... Cansei da brincadeira “Tá quente,tá frio” desses idiotas que num ano dizem que o planeta vai derreter de calor, no outro dizem que vamos ter o inverno mais frio desde 890 a.C... É preciso saber também,-e eles precisam decidir logo, - não para mim, por que sei das suas loucuras e não dou ouvido a pregações de falsos profetas, - mas para os néscios que deixaram de comer, para minha vizinha alienada que passou a fazer xixi no box na ânsia insana de evitar o desperdício de água e assim aproveitar para afugentar as visitas que não suportam mais usar o seu banheiro por causa do odor característico que fica impregnado-, para os neuróticos que deixaram de comer, para os discípulos dos loucos que transformaram comida em veneno. É preciso que eles decidam logo que tipo de apocalipse teremos... Que joguem fora essa sua bola de cristal vencida e opaca, que cada dia escurece mais, afastando deles a verdadeira visão do que deve ser a realidade... Melhor que se vistam de pais de santo, de "mães de nada", comprem um jogo de cartas, um conjunto de búzios e venham para as praças anunciar o fim do mundo, mas de outra forma... Delirando como pregadores fanáticos, falando ao vento, ,nada recebendo em troca senão o desdén natural de multidões apressadas quem têm algo mais relevante com se preocupar... Mas, por favor, meu povo, volte a comer. Leonardo de Caprio, meu filho, volte a tomar banho! A água do planeta dará para você gravar mais um milhão de Titanic parte II,Titatanic parte III,Titanic parte IV...Titanic parte...E viva os que acreditam que a salvação do planeta compreende antes, em salvar quem nele habita!

Linda Lacerda

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Linda Lacerda

Hoje descobri! Hoje acordei e descobri que não posso mais ser quem eu fui,ou quem gostaria de ter sido. Que o meu passado, tenha sido bom ou ruim, ficou lá atrás.Que não posso carregar comigo o fardo das lembranças, se em meus ombros pesa o que sou agora. Descobri que não devo d…
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Hoje descobri! Hoje acordei e descobri que não posso mais ser quem eu fui,ou quem gostaria de ter sido. Que o meu passado, tenha sido bom ou ruim, ficou lá atrás.Que não posso carregar comigo o fardo das lembranças, se em meus ombros pesa o que sou agora. Descobri que não devo deixar que as garras do tempo que se foi, agarrem o presente que me conduz ao futuro.Que a minha dor, a dor da lagarta, da uva e do trigo, apenas nos transformaram em algo melhor. Descobri que o tempo que nos trouxe nos levará e que não posso usá-lo para assistir a um filme que já vi, rebobinando fitas, se a história continua e eu sou sua protagonista,embora às vezes sem tempo para assistí-la.Descobri que as feridas que a vida me fez, já se transformaram em cicatrizes, que as lágrimas que chorei já foram secas pelo lenço do tempo.Descobri que a juventude foi um presente que já desembrulhei e usei, mas que não pude guardar no armário,como fiz com as minhas bonecas. Que a velhice também é uma caixa de presentecujoconteúdo se chama vida da qual muitos não puderam desatar os laços.Hoje acordei e resolvi absolver vida que andei culpando por ter matado meus sonhos,por que descobri que sonhos podem morrer,para reviverem realidade .Descobri as mágoas são águas más que devem virar correntezas e não lago parado.Descobri que preciso de mim aqui ao meu lado e não lá atrás ,perdida no caminho, a procura de quem fui,ou de quem poderia ter sido.Descobri que devo seguir o exemplo do rio, que embora murmure, segue seu curso, transpõe barreiras e desce vales, mas encontra o mar...Descobri que traumas são restos dores que a vida varreu para debaixo do tapete e mais do que isso, descobri que podemos enrolar o tapete e dançar no espaço que restou.Descobri que a vida é estrada de mão única e que em cada estação fica um pouco de nós ,mas que devemos seguir em frente com o que restou do que fomos: O que somos!

Reminiscências... Ontem fiz uma viagem de volta ao passado. Uma viagem com passagem de ida e volta. Sentei-me no quarto das minhas memórias, esvaziei as gavetas das lembranças, arrumei com cuidado no baú das ilusões e na estação do presente, peguei uma carona no trem do pensamen…
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Reminiscências... Ontem fiz uma viagem de volta ao passado. Uma viagem com passagem de ida e volta. Sentei-me no quarto das minhas memórias, esvaziei as gavetas das lembranças, arrumei com cuidado no baú das ilusões e na estação do presente, peguei uma carona no trem do pensamento e parti de volta à minha história. Trilhei caminhos planos e tortuosos, peguei atalhos, construí desvios no afã de me desvencilhar da realidade, refiz obstáculos, ri outra vez meus risos, derramei outra vez minhas lágrimas, amei, perdi amores, folheei um livro do qual não pude destacar sequer uma página, trilhei outra vez meu caminho feito de nanquim. Nada consertei, nada pude mudar. A borracha do tempo não havia apagado meus erros , as oportunidades que perdi adormecidas à beira do caminho... Algumas sementes que espalhei a o longo da minha estrada já haviam se tornado frutos, outras haviam sido mortas pelas intempéries da vida. Poucas foram as flores que vi na minha estrada de volta... Nesse amargo regresso, os espinhos me feriram novamente os pés e sequer pude ver as pessoas amadas que perdi... No meio do percurso cansada do peso da bagagem que levava, sentei-me na estação dos saudosistas e acenei para os devaneios, que seguiam conduzidos pela nostalgia, que presto pararam e indagaram o meu destino. Falei-lhes do meu desejo de voltar no tempo para fazer novas escolhas, rever pessoas que haviam passado por mim sem serem notadas, quem sabe o primeiro amor...Estender a mão a algumas que eu havia deixado sentadas à beira do caminho, encontrar outra vez a minha infância perdida, queria falar com o tempo, pedir-lhe outra chance, recolher migalhas de alegria que porventura houvessem caído da minha vida, sonhar outros sonhos, mesmo que fosse por alguns instantes... Ter a ilusão de que poderia fazer tudo outra vez e melhor e diferente. Mas nesse momento o tempo passou muito apresado e me disse que o seu itinerário era o futuro que era impossível que ele retrocedesse comigo, pois em sua companhia viajavam os que estavam deixando para sempre o passado. Eram os que olhavam horizontes muito além dos meus, que eram muitos, pois andavam leves, que não carregavam nos ombros o peso de lembranças, mágoas e amarguras e recordações como eu carregava..... E mesmo sabendo que o tempo jamais voltaria, parti sozinha ao meu destino final. Continuei minha jornada mais de lágrimas que sorrisos, num caminho mais de pedras que de flores... Passei por ilusões perdidas, por lembranças já quase esquecidas, vi de longe, muito longe a paz acenar com seu lenço branco na estação das despedidas e prossegui... Chegando à casa do passado, encontrei –a cheia de sombras e fantasmas, a saudade sentada à porta, me estreitou num forte abraço. Arriei minhas malas e parei. Encontrei-me criança inocente e sem pressa, em balanços de alegria, contando estrelas e transformando em pássaros, anjos e monstros, nuvens que passavam junto com a vida sem dizer para onde estavam me levando... mas o tempo, implacável, seguia seu caminho sem volta e corria muito rápido, roubando-me a inocência, a pureza. Agora já cheia de anseios e planos, o meu maior desejo era que o tempo continuasse mesmo a correr... Comecei a pedir-lhe que passasse e eu o fustigava para que voasse, dei rédeas a ele e galopando sobre vales e transpondo montanhas, e passando por cima de tudo, cheguei ao mais belo lugar onde se pode estar: À minha juventude. Mas nessa parte da vida, também não estava o que eu buscava. Muita coisa me prendia, muitos me dominavam, eu não poderia viver assim. Necessitava ser livre, queria as asas da liberdade sobre mim... Pedi então ao tempo que corresse mais depressa. Precisava me livrar das amarras que me prendiam ser adulta, encontrar um grande amor, fazer novas descobertas, desvendar os mistérios da vida, fazer tudo aquilo que sentisse vontade e finalmente ser dona de mim... E o tempo obediente, correu, correu, voou... Cheguei ao presente, lugar onde estão todas as oportunidades, onde moram o agora e o hoje, mas sequer olhei para eles. Passei a me preocupar o que viria adiante e não tive tempo de desatar os laços dessa caixa preciosa, que tantos a deixam num canto, sem ao menos desembrulhar, dado a pressa de chegar ao futuro e ver o que a vida faria . Precisava ser urgentemente alguém importante, com muitas histórias para contar, vencer todas as batalhas e finalmente ser independente. Então, na minha ânsia insana, gritei com o tempo, reclamei dos dias que pareciam não ter fim, das estações que nunca mudavam, das luas novas que nunca se iam, adiantei o relógio do destino. E a corrida continuou e o tempo voava e me levava pela mão e me arrastava com ele, até que me encontrei velha e sem forças e quis descansar. Agora já não precisava mais pedir ao tempo que passasse. Eu estava quase à sua frente... Comecei então pedir que parasse, ou pelo menos que andasse mais devagar, pois a louca corrida em busca de realizações me tornara cansada e saudosa do presente que não vivi. Mas ele se fez surdo, inclemente e implacável passou muito mais velozmente, e viajando nas suas asas ele me trouxe e me fez pousar onde estou. Um lugar chamado velhice, outono da existência para quem soube aproveitá-lo e inverno dos corações para quem o desperdiçou sem ter vivido a primavera!

Aonde foi parar aquela menina? Hoje dei pela falta da menina que morava em mim... Nem vi quando ela se foi...A menina que já chegou contando as horas... De manhã quando a acordei já não estava mais aqui. Eu não tenho mais a menina por dentro. Fiz de tudo para segurá-la, quase a…
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Aonde foi parar aquela menina? Hoje dei pela falta da menina que morava em mim... Nem vi quando ela se foi...A menina que já chegou contando as horas... De manhã quando a acordei já não estava mais aqui. Eu não tenho mais a menina por dentro. Fiz de tudo para segurá-la, quase a pressionei. De frente ao espelho, finalmente, para quase desespero meu, vi a velha que hoje se instalou sem me perguntar se podia, se havia lugar para ela... De olhos opacos, rugas , de lábios ressequidos, de mãos de bruxas da minha infância..... Bati muitas e muitas vezes, a porta do tempo em sua cara... E hoje ela finalmente, arrombou as trancas que a prendiam lá fora e se apossou de mim contra a minha vontade. Em restos de ilusão, borrei -a de rouge carmim, pus -lhe máscaras, troquei suas roupas antigas, vesti-a de novas roupas coloridas, enchi- a de balangandãs, levei-a aos antigos lugares onde ia, mas ninguém viu nela sequer resquícios da menina que um dia foi... Não consegui disfarçá-la. Ela estava ali, num fio de cabelo branco, numa ruga onde antes era pele de cetim... Eu não queria que ela viesse..Não a convidei, não estava preparada para recebê-la... Assim como a menina teve pressa para ir, ela teve urgência em chegar. Alguém teria que ocupar meu corpo, ou então a morte viria fazê-lo... É uma velha e por ser velha, sem brilho, sem viço, sem verdor... Eu quero a menina de volta, seus risos, sua beleza, sua alegria... A menina a embalar-se e a embalar meu sonhos... Eu quero a menina que o tempo levou... Eu não quero despedir-me de mim... Eu não sou essa pessoa que vejo no espelho, eu nunca fui assim... Não reconheço sua amargura, nem essa pele macilenta, nem esse rosto flácido... Eu não quero essa pessoa que precisa de retoques, que precisa de disfarces, que não posso assumir... Eu não quero esse ser quase invisível que agora está aqui...Eu não sei o que fazer com esse meu jeito assim sem graça, já não desperto interesses, não recebo mais olhares, eu quero a beleza perdida que o tempo roubou e levou com a menina que vivia aqui...Quero-a de volta, mesmo com sua inexperiência, com suas inconsequências, de cabelos ao vento, sem pensar no amanhã...Quero a sua juventude, sua rebeldia sem causa,quero as asas que ela tinha,sua felicidade sem motivo ,quero os sonhos que ela levou... as canções que ela inventava e cantava pra viver... Essa velha é preocupada, já não dorme direito nem me deixa sonhar...Vive perdida no passado e paradoxalmente, corre contra o tempo quando o que eu mais queria era que ele parasse ...Sei que busca a menina que desapareceu na distância sumiu na curva da estrada ...Foi dando adeus de mansinho, avisando que iria, mas eu não acreditei... Dentro de mim a menina seria eterna, até ontem, quase a toquei num resto de brilho que havia em meu olhar, no homem que passou e olhou para mim, na velha calça desbotada que ousei colocar... Mas hoje ela se foi definitivamente... E cheia de bagagem... Nada deixou para traz... Nem um vestido de renda, nem um laço pro cabelo, nem um pingo de rubor na face...Me deixou só lembranças e lembranças não enfeitam, não rejuvenescem...Nem uma gotícula do tempo que passou, sequer um estrela cadente ,um desejo escondido... Até isso ela levou... Hoje passou por mim na rua, trocou de calçada, fez que não me viu... Seguia em bandos de adolescentes, em gritaria de estudantes, em risos soltos no ar... De vestido esvoaçante, de gargalhadas por nada, ela não sentiu saudades daqui... A casa estava se desmoronando, seus pilares arqueados, ao invés de Milk shake, chá das cinco, ela nunca gostou disso... Ela precisava viver... Foi em busca de outros corpos, de outros sonhos e me deixou ficar... A menina travessa precisava da alegria que eu já não tinha mais, de se perder em devaneios, precisava da beleza,de forças para acender o sol e apagar a lua... Agora que ganhou a chave da casa, de vez em quando faz -me visitas esporádicas em forma de recordações que para nada me servem... Vem em sonhos depois me acorda e me faz fitar um espelho que não reflete o que fui quando ela estava aqui... Não quero as marcas que ela me deixou...São na alma e não no corpo...desse, quase nada restou...Não quero seguir sozinha essa estrada sem beleza, sem risadas, sem nada...Quero o fim de uma história que não acabou...Quero alegria que ela me trazia, a vida que ela me deu...Não conheço essa pessoa que agora vive aqui...Procura-se desesperadamente por mim!