Frase de Maria Gabriela Llansol
Como a chuva não cessasse de cair em caudais, Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma E o verde circulava a deriva rompendo as plantas. Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa Contiguidade acabara por compor uma rede Que tinha tanto de próximo como de diferente, E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou. Por que chove na fotografia, por que chove Em correntes sobre as folhas?
No pensador.ai desde