Pular para o conteúdo

Frase de Fábio Silva

Será que os "atores" brasileiros MODERNOS, são verdadeiros "artistas"? Existe uma verdade OBJETIVA na arte. "Corrompe-se" esta verdade objetiva - ou melhor, AUTO-CORROMPE-SE, quando, aquele que se diz artista, faz da verdadeira arte, uma barganha, uma moeda de troca. Pois barateia-se a sublime ARTE, quando eu a vendo por uns míseros trocados, apresentando ao público não o que a arte exige em si, mas, o que a populaça o quer! Em nome do sucesso, os atuais "artistas" se vendem, não representando a arte como ela requer que se seja apresentada, mas, dando ao público, única e exclusivamente, o seu gosto; MAU gosto, diga-se de passagem. Pois a arte atual, tem sido tratada por quem deveria por ela VELAR, como uma mera mercadoria. Um produto de consumo que deva passar pelo crivo dos "fregueses". Um produto capital onde, se eu não apresento o gosto do populacho, ela “não” valeria nada. Mas, e o povo, sabe realmente o que é ARTE? Temos então dois problemas: 1- um povo que não sabe o que é a verdadeira arte. 2- Representantes da arte que deixam de a representar quando, se descaracterizam de verdadeiros artistas, ao rebaixamento de meros amadores, dando ao público de mau gosto, o que eles exigem. Mas estes últimos são piores que os primeiros. Uma vez que se vendem para obterem fama, a custo da falsa arte! O que faz com que o povo que não entende nada dela, pense que saiba, e, assim, perpetuar-se uma falsa glória fragmentada pelo tempo. O que a arte exige do artista? Que encare a multidão dos sem gosto. Que a preserve a qualquer modo – ainda com o amargo custo do desprezo! Somente os que estiverem dispostos a pagarem tal preço, é que poderão levar o nome de artistas! Comparem-se as épocas! Não digo que a verdadeira arte nunca será apreciada por uma grande multidão. Mas afirmo que se nos dias de hoje, as poucas verdadeiras artes que existem, se é que existem, não são valorizadas, é porque se tem uma GRANDE multidão de mau-gosto. A verdadeira arte no passado era mais apreciada, porque indubitavelmente, havia na população, uma suavidade estética, para tal apreciação. Havia, por assim dizer: um gosto mais APURADO. O tempo foi passando e, ao [contrário] de um vinho, quanto mais se passava, pior ficava! A inclinação do populacho foi perdendo seu refinado paladar. A arte é um SABOR, seu sabor é imutável. Se não aprendi a saborear tal gosto, a deficiência encontra-se em MEU paladar. O sabor da arte é clássico! O que é clássico, tem glória ETERNA. É preciso que se resgate o verdadeiro paladar de cada um, que ainda se encontre distante de seu verdadeiro “sabor” ! É preciso resgatar o verdadeiro paladar, que saberá apreciar o verdadeiro sabor, da verdade OBJETIVA da SUPREMA arte. No entanto, enquanto tivermos maus artistas, que se vendam e iludam o povo, e enquanto tivermos um povo que exige porcarias da arte, nunca teremos uma população que tenha o seu paladar estético, bem direcionado. Mas a arte clássica está por aí, preservada, intacta esperando ser CORRETAMENTE apreciada. Nunca ela se venderá. Nunca se barateará. Estará no baú dos tesouros secretos, esperando seu admirador. Que a admire a ponto de representá-la até achar os eleitos que a representem, assim, como ela REALMENTE É! Aqui está o protótipo do verdadeiro artista! E quem não o for, que tome uma SURRA “de seu senhor”; uma surra do mau gosto do populacho, que não entende NADA de arte!

Fábio Silva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Fábio Silva

Aquele sorriso lindo que despercebido passou, Em plácido repouso adormeceu; Aquele sorriso que foi meu e não vi...
⁠Do discurso do orador. Existem obras escritas cujo conteúdo, assemelha-se muito a um discurso de um polido orador. O livro representa o orador. O conteúdo escrito, representa seu discurso. E o leitor, a plateia a quem se dirige o discurso. É com acertado brilhantismo que disse…
Continuar lendo

⁠Do discurso do orador. Existem obras escritas cujo conteúdo, assemelha-se muito a um discurso de um polido orador. O livro representa o orador. O conteúdo escrito, representa seu discurso. E o leitor, a plateia a quem se dirige o discurso. É com acertado brilhantismo que disse o Poeta: "a minha língua é como a pena de um habilidoso escritor". 🦉

⁠A Matemática e a Física, são, digamos, ramos teóricos reconhecidamente Científicos e extremamente racionais, sem os quais, seria impossível estudar as leis Astronômicas que regem o Universo. Portanto, os estudos desse fenomenal efeito - a Natureza -, só são possíveis através do…
Continuar lendo

⁠A Matemática e a Física, são, digamos, ramos teóricos reconhecidamente Científicos e extremamente racionais, sem os quais, seria impossível estudar as leis Astronômicas que regem o Universo. Portanto, os estudos desse fenomenal efeito - a Natureza -, só são possíveis através do uso estrênuo da razão. Todavia, se por detrás de todo esse extraordinário fenômeno natural e assombrosamente organizado, não houve uma Razão na coordenação de tudo, como que se deverá fazer uso da inteligência para estudar efeitos de uma causa meramente irracional, cega, aleatória e espontânea? Se a causa fosse irracional, não haveria a necessidade de se fazer uso da devida inteligência, para se estudar seus efeitos. Em outras palavras: tentar fazer crer que não houve nenhuma Grande e fantástica Inteligência como causa de TUDO, cujos efeitos de tal CAUSA, necessariamente, precisam do uso estrênuo da razão, é, no mínimo, uma perfeita PIADA!!! 🦉