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Frase de Márcio Ribeiro

Voltando a escrever Boa tarde, Passaram-se exatamente 47 dias sem escrever no diário, primeiro que eu não estava encontrando o aplicativo, me fez falta. Foi um final de ano muito triste, perdi um filho, um irmão e até o momento não tenho motivação nem pra ir a terapia, me isolei em casa, não tão somente pelos eventos recentes, mas, por tudo que me ocorreu nos últimos 24 anos, verdade que os últimos 9 anos me fizeram conhecer o mais profundo do abismo. Como sair disso não sei, mas, deixemos o passado mais distante de lado. No dia 05 de dezembro recebi uma notícia triste, meu filho de apenas 2 anos e 9 meses caiu no lago num sítio da família e veio a óbito por afogamento, isso destruiu o meu ser, fiquei em estado sólido, imóvel. A vida estava me dando mais um dos seus golpes seguindo a lei de murphy. Aquele momento eu descobrir que não importa o quanto de sofrimento você tenha acumulado, pode piorar. Descobrir também que meus problemas de saúde não são “nada” perto da dor que é te perder meu filho. Meu filho não estava preparado para partir e nem eu para perdê-lo. Vou ficar com sua voz dizendo: “Bença pai!” E em reposta eu falava: Deus lhe abençoe; rapidamente você continuava: “Te amo” e eu quase como um reflexo dizia: “Te amo meu pai”, daí você me dava um selinho e isso bastava. Era a expressão de amor mais pura que alguém pode receber. Eu tive o privilégio de ser seu pai por 2 anos e nove meses, você foi um presente que a vida me deu e de repente me tirou, mas, estou certo de que Cristo olha por nós, que Ele mesmo te receberá nas mansões celestiais e providenciará nosso reencontro. Eu fiz questão te deixar uma bola junto ao seu túmulo, era o que ele gostava de fazer “jogar bola”, só precisava de uma bola pra ser feliz. E eu ali tomado de dores físicas, psicológicas, de toda natureza, bastou 15 dias para receber novamente uma notícia ruim, meu irmão também nos deixou, ele quebrou a perna e foi fazer uma cirurgia, até aí tudo certo, minutos após teve uma insuficiência respiratória e veio a falecer. Outro golpe duro é difícil de aceitar, mas, diz o poeta e o compositor: “Do jeito que a vida é." A vida por si só toma a dianteira das nossas vidas e vai nos decepando aos poucos. Agradeço ao bom Deus por ter me presenteado com você meu irmão… Fazia 20 dias que tinha sepultado meu filho e tive que me fazer forte pra sepultar meu irmão, foram e tem sido dias tão difíceis. Eu nunca gostei do mês de dezembro "e algo pessoal". Dezembro é comemorado o aniversário de Cristo, da minha mãe, de duas irmãs, do meu filho e inclusive o meu. Mas, também é o mês em que perdi meu filho, meu irmão e tantos outros queridos. Meu irmão passou por muita coisa nos últimos anos, da morte a vida, do renascer em águas batismais, do acreditar mais em Cristo e se colocar como servo fiel. Meu irmão era a felicidade em pessoa, herdamos do nosso pai, e assim eu quero lembrar dele, nossas resenhas, nossos momentos de diversão. Vou ficar com as palavras de Cristo para tentar seguir e sair desse marasmo que me encontro. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” João 11:25-26 2023 foram de dores, de lamentos e eu já não sei como será 2024.

Márcio Ribeiro

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Pensador.com

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Outras frases de Márcio Ribeiro

A liberdade de cometer meus próprios erros é o que eu sempre quis. Menses - Game of Thrones Por que o caos não é poço, é uma escada.
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A liberdade de cometer meus próprios erros é o que eu sempre quis. Menses - Game of Thrones Por que o caos não é poço, é uma escada. Escada ao qual, descer me olha, e olhando, cada vez eu desço, um dia a mais, que dias são esses? Os que não conseguir subir, o tempo passa, deteriora, reconstruí-lo, me apavora. Informação nenhuma eu tenho, sobre o caos, a escada, feita cal, do que é feito? Já não lembro, dito e feito, quem a fez? Eu não sei, só desci, se me lembro não subir. Não é queda, não é prática, ela é rápida e costumeira, levantar-se nem que eu queira. Frente a frente tenho medo, já contei, nenhum segredo. Absurdamente assustadora, já é noite? ou é dia? Me cintila de agonia. São luzes, são cores, são feixes luminosos, é o cansaço que me bate, é a pancada que me arrasta. Minha direção é caos, claro, não quero ficar, mas, também não tenho forças para voltar. Senta, pensa, se refaz, gaste o tempo que gastar. O poço existe é fato, é real, espaço, a tempos que ele é visto, há tempos não bem quisto. E o que importa, é grito. Mais ainda há tempo, querer sair. Mas, se ainda é tempo, da pra fugir. Mas, se não der tempo eu fico aqui. O caos é laço, é cais, é porto, não se refaz, de longe olho, vem tempestade, coragem ausenta, meu ser imprensa, não posso mais. Quero armadura, coragem pura, se é bondade, se é voraz, se é fraqueza, ainda mais. Mas, tem um jeito, por ele almejo, no tempo certo, na minha maneira, e do meu método, caminhos, carreira. Vai se montando, vai por vielas, minha alma salta, chorei por ela, então eu vejo, longisco e fosco uma aquarela. Meu rosto brilha, meu eu, devora, pensar me gasta e que demora, são erros, pague, são seus, não rasgue. Avista a luz, formas e gestos, sou eu num encontro com a bela fera, criei temores, passei por guerras, que eu criei, bela novela. De vez ou outra, meu ser revela, subindo escada, desci por ela, aprisiono um eu de antes, agora olho, ser ofegante, não mais estou, sair da cela. Marcio Ribeiro

Resta-se 12 meses O ciclo que se encerra, a morte pronta e certa. A vida nos deu escolhas, a morte nos deu descanso, mas, eu canso em ver gente partir.
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Resta-se 12 meses O ciclo que se encerra, a morte pronta e certa. A vida nos deu escolhas, a morte nos deu descanso, mas, eu canso em ver gente partir. Agora eu sei de cor, a brevidade da vida me deu um prazo, de mês em mês, eu me atraso. Mas, como pode essa viagem? Vejo vim janeiro, com seu ar vapor, com sua pele em brasa e mar de amor. A água salga a alma, mas, nem lá eu vou. Ele é só começo, a vida não acabou. Começou o ano planos são refeitos, mas, eles não duram, só olhar direito. Fevereiro é festa, vejo as fantasias, todo mundo erra, só por 5 dias. Colombina é a bela jovem, responsável, despertou amor de “de um pobre coitado.” Pierrot, é tímido, honesto raro, mas faltou coragem de fazer-se amado. Ele escreve cartas que jamais irão, um sofrer calado, rito de paixão. Mas, em meio a tudo Arlequim encanta, sedutor de berço, ele passa e canta Colombina crer ser o seu amado, e com ele vai pela longa estrada. O meses se passam, e agora é março, não tem tanta graça, mas tem água farta. Tira o dia 8, da mulher que caço, linda, rubra, bela, feita toda em aço. És que vem abril, a mentira surge, como um festejo, ser humano abusa, não tem nada mágico, o engano tolo, de verdade é ato, que poucos toleram, e a melhor mentira é o que o mundo era. Maio é mês das noivas, flores em buquê, branco vem vestido, todo mundo vê, não sei bem se dura, só casar pra ser. Os casais prometem, beijam-se e no mel se banham, poucos sobrevivem a terrível trama. Junho traz a chuva, ela vem lavando, como lava o choro, rostos e engano. É festa junina, milho, amendoim, mas, uma breve festa pra encantar Luíz. Suas fogueiras queimam, dizem a São João, que de santo é barro, mas, é tradição. Julho desce em férias, nordeste vira sul, sudeste por algum, não me lembro ao certo, o Brasil começa, mas, não finda aqui. Somos marginais de lugar algum. E com isso segue, romaria e prece, se não se deu conta de metade serve, dias passam lentos, mas, também vorazes, e eu nem me lembro do que tem no auge. Meu último ano, e o que eu fiz? Já se foram meses e eu nem sair. Penso e repenso, crio alegria, vou viver intenso, raia novo dia. De agosto o gosto, de sufoco o rosto, eu não me movi e se aproxima, meu real, meu fim. Chego e enlouqueço, que será de mim, tenho poucos meses de estada aqui. Meu setembro em flores, rosas, azuis, febris, me vejo tão perto, vivo mesmo assim. Não sei se me lembro, do meu afazer, também não entendo, há sofrer em mim. Volto e repenso, o que será de mim, viro, volto, penso, só sei do meu fim. Rubro vem outubro, sigo a caminhar, nos versos mudos, sem ninguém falar, eu desejo a fuga, mas, pra que lugar? Se é certo a morte, já não caberá. Novembro é cruel quero só fugir, fugir de mim, mesmo, eu me trouxe aqui, tive tanto tempo e não soube usar de chorar intenso, chego a soluçar, vem chegando a hora, veio devagar, eu que não atento nem relógio andar. Só mais 30 dias, um dezembro em cor, pura poesia, vou morrer de amor, sei que não fiz nada, de inércia eu vim, sei que não sou nada, sinto isso aqui, vai passando o tempo e meu ser se entrega, sem nada a fazer, o sepulto serve.

Contos sobre mim parte 44 - A beleza do envelhecer… Sobre quem eu sou, de marcas latentes, forjado em batalhas, com choro e dores, sorrisos que atraem, certeza de ir quando não mais quero ser, solitude de mim e do que quero fazer, sou cheio de graça, sinceros abraços, sou tido p…
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Contos sobre mim parte 44 - A beleza do envelhecer… Sobre quem eu sou, de marcas latentes, forjado em batalhas, com choro e dores, sorrisos que atraem, certeza de ir quando não mais quero ser, solitude de mim e do que quero fazer, sou cheio de graça, sinceros abraços, sou tido por muitos de poucos eu sou, nascente poente, ouvir o som das águas e aqui me encontrei. Sobre quem quero ser, não mais água ardente, um pouco de tudo, não tudo de vez, quero andar entre as águas, cria brio e coragem pra nascer e crescer, quero ouvir som de pássaros, andar em seus braços, jamais perecer, a paz das montanhas, amores me ganham e vim pra vencer. Vencer meu passado, vencer o outro lado, vencer, só vencer, e aqui já me basta, se lá estarei, terei a certeza de que entre belas as feras desceu e eu flor que nasce, desboto entre laços pra ser cor de vida, naturalidade me encontro em meus passos pra ser quem eu sei. Sobre quem eu fui, não sei, não recordo, só sei que discordo, pois, não o quis ser, encontro outro mundo, desvio, vagabundo, ali não sou eu, a fé me abraça e eu todo dela sou feito de luz, prazer que me toma, cintila, retoma, me enche de risos por ter bem crescido sabendo que sou, quem eu quero ser, mas, profundamente quem fui não me lembro, se fui já não sou e isso me basta, pra ter um abraço “do eu que tornou”, de tudo um pouco, calado, translouco, fadado e romântico, me torno galante sem lembrança alguma do ser que eu fui. Márcio Ribeiro

Tempo "rei de tudo". menos de nós Ó Tempo, rei de coro invisível, Que governa sem trono ou espada,
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Tempo "rei de tudo". menos de nós Ó Tempo, rei de coro invisível, Que governa sem trono ou espada, Teu poder é calmo, irresistível, Tua justiça, sutil e alada. Rei dos destinos e das memórias, Escreves com fogo, apagas com brisa. Em tuas mãos dormem as glórias, E acordam dores. Tu que moldas o rosto do mundo, Que apagas impérios e acendes canções, És o eco mais puro e mais fundo Das humanas contradições. Tempo, que tudo transforma, Que ensina sem dizer palavra, Mostra-me de forma em forma, A dança que me constrói. Que eu saiba seguir compasso, Sem medo do que virá, E entenda que tudo é traço No desenho de todos nós.