Frase de Katya Alencar
A serpente A chuva respinga a minha alma Em gotas de sangue coagulantes Sufocadas pelo ar que pressiona os pulmões Os olhos de uma serpente esverdeada Enlaça em meu olhar e transmuta em minhas veias O veneno de uma sinceridade falida Um nevoeiro anunciava por trás das frestas E somente a luz ali pôde passar e avançar Em cavalos de batalha, mostrando a cena Um misto de tragédia anuncia o olhar Gelo glacial nas pálpebras congela o batimento Um instante de supressão, de cólera espasmódica A serpente avança com dentes arreganhados e sorriso Amarelado pela maldade congelante de uma página da história O instante do tempo: o muro cai e a luz revela a cor do ambiente Saltam sapos e o mal cheiro da lama azulada de negro O vento suaviza a alma em choque, em transe.... A calma visão do absurdo, do desamor configurado em bailado A presa de sangue gargalha no silêncio do anonimato E figuras, cenas perdidas assombram o presente De uma idealização, agora nebulosa e massacrada de negro O homem presa do homem na selvageria da ignorância Estraçalha as cortinas transparentes em fúria e fulgor eternos Sorria..... a máscara do palhaço revela-se vampiro ratejante E assombra os cordeiros desatentos: devorando-os Vagarosamente e perpetuamente. Exceto que no escuro, há o iluminar do amor infinito Da brisa implícita da boa intenção que tudo revela e modela Nos fantasmas deformados do que se diz humano.
No pensador.ai desde