Frase de Carlos de Castro
O VENTO A ÁRVORE E A CASA Tarde de sábado. A depressão do tempo castigava. Agora, chamam depressão Ao tempo mau que faz. Porque não!?... Mas o vento é sempre rapaz E as árvores também femininas Quanto velhas mais meninas. Com a diferença que o vento Tem agora mais lamento E as árvores amém, Nestas tardes sem ninguém. O vento soprava, A árvore balançava Sobre a humilde casa. Era aí que ele habitava, Um homem pobre, De rosto nobre. Invocou os deuses dos ventos E dos contratempos A ver se a borrasca amainava. Qual quê!?... O vento insistiu, A árvore caiu E a casa humilde ruiu. E ele deixou de acreditar Nos deuses dos ventos E contratempos. Abriu os braços e pôs-se a voar. (Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 29-10-2023)
No pensador.ai desde