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Frase de Igor Alisson

⁠Abraço No teu peito – meu ouvido – escutava teu coração. À nossa volta, a voz dos outros, ecoava no salão. No teu peito, teu calor, nosso amor acalentava. O meu corpo – os teus braços torneavam. Com teu cheiro a adoçar o cerne amargurado – e o teu calmo respirar fazendo o ar por mim pairar. Eis a tua voz (a me acalmar) do teu quieto vibrar. As minhas mãos, ao te tocar, no paraíso a se sentir. Parava a correria, findava a histeria, calava a gritaria. Os ventos, meu bem, traziam a paz, o amor e, nos sonhos meus, traziam você.

Igor Alisson

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Pensador.com

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⁠Olhares Vez em quando, teu cheiro me vem à mente Nos pontos, nas praças, nos bares, nas festas
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⁠Olhares Vez em quando, teu cheiro me vem à mente Nos pontos, nas praças, nos bares, nas festas Me lembrando do doce da vida, do amor Da paz do beijo, do sabor do desejo Vez em quando, aos abraços com outros (Que preenchem meus braços, meus gostos) Me vem à mente, o lembrar dos olhares Tão seus, tão meus, tão nossos Tento decifrar os segredos das nossas vozes Naquela noite, nas noites, em todas as noites Me perco aos poucos em mim, ao esquecer Sorrio ao tempo que me traz a beleza Dos encantos que sei quando me lembro Dos olhos seus, nos meus, tão nós

⁠O Tempo e Você Quando penso nos segundos, penso nos detalhes.
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⁠O Tempo e Você Quando penso nos segundos, penso nos detalhes. Sejam os seus – sejam os da natureza. Quando penso nos minutos – olho também ao tempo que passa (ao nosso redor) e nos faz querer ficar. Quando reparo nas horas, dos dias, nos meses, dos anos e – o que quer que venha – penso nas possibilidades que o universo nos dá pra que encontremos nossos sonhos. Porque se o tempo não fosse o que é – com o que pagaríamos os céus e o universo pelas belezas que nos trazem aos olhos?

⁠Espetáculo Assim é, amor, como bem sabes Dos sonhos meus que te conto ao acordar
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⁠Espetáculo Assim é, amor, como bem sabes Dos sonhos meus que te conto ao acordar Do som dos pássaros que cantam conforme o nosso passo Dos registros que eternizamos no palco da vida E sabes, assim, como bem é – amor Das nossas intimidades singulares pelas noites Do doce tocar do meu rosto no seu e… dos nossos olhares distraídos, perdidos – em nossa própria imensidão. Passa por nós o tempo tão breve que abre e fecha as cortinas do nosso espetáculo. Do rio que corre e nos renova a cada encontro. Mas eterniza (na memória) o sentimento – do pouco de cada um que no outro fica. (Tão breve o tempo, mas tão belo o caminhar) E descubro, paciente, o viver (tão seu). Enquanto ouço os aplausos dos outros eus sobre nós.

⁠Paixão Tento descobrir quem ela é na medida em que ela caminha até mim
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⁠Paixão Tento descobrir quem ela é na medida em que ela caminha até mim Parece, pomposa, anunciar novos ares novos mares, outros eus, novas dores (de partes que me faltarão) A partir dela é que encontro outros meios de chegar aos caminhos que sequer sei sentir Vem tão certa de si, anunciando ao público (orgulhosa) outro coadjuvante, outro enredo, outro espetáculo Revela, a mim, o meu novo eu – e prenuncia (incauta) desconhecidos desencontrados destinos, de novas belezas (novas inconstantes incertezas) (Me viro, me calo, me deito, escureço e sonho) É quase como se eu pudesse vê-la vir e nada pudesse fazer além de a apreciar.