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Frase de Raniere Gonçalves

Comer, beber, sorrir. A ternura dos vizinhos. O olhar varado das moçoiras saídas da escola. As rezes berrando, longe. O zumbizar das cigarras. Saudades que se amontoam e não cabem num tuíto. Um dia desses desato. E apareço sem avisar naquelas casas dos meus amigos. Só pra reviver passados inesquecíveis. Pra beber vinhos que ficaram velhos com tanto tempo escorrido por debaixo da ponte entre o antes e o agora. É isso: Nostalgias e gastrite. Um dia mais perto da morte. Duas ou três escolhas. Apenas um caminho. Lá vou eu. Vento no rosto e sorriso nos lábios.

Raniere Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Atroaram roucos estampidos no distante. Zilhões de gotículas vieram, chuveriscando a pastaria. Desenhou-se um riso álacre nos meus lábios: Perdigotos de deus colorindo de verde esses meus olhos abaçanados.

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Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça. Coloquei a garrafa de volta no berço para que fique adormecida até a chegada dalguma princesa pálida. Ou mesmo de amigos valorosos. Agora vou começar a sesta porque depois ainda terei muito que urdir lá pelos meus domínios na barra do Piancó.