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Frase de EdsonRicardoPaiva

Uma brisa mais leve Um breve pensamento E talvez eu me lembre Onde foi que perdeu-se o brinquedo Da criança que um dia eu fui Mas o tempo prossegue fluindo Nesta vida da gente Pouca coisa existe realmente Portanto não vale a pena Carregar lembranças tristes Quando a fruta apodrece A semente germina E assim que termina Algo mais acontece Pois nem sempre uma queda Fatalmente Vai representar ruína A gente pode sempre Não lançar a pedra Nem dizer palavra Porém se não o fizer Morrerá sem descobrir Por que as coisas estão Aqui e ali E mesmo assim Todos prosseguimos caminhando A caminho de um fim Porém Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma Que o nada Realmente represente um nada Creio Que talvez seja difícil agora Compreender a tudo isso Mas prossiga tentando Intuitivamente a gente sabe Que não nos cabem certas perguntas Pois, nem todas elas Juntas e mescladas Poderão um dia Responder a qualquer coisa Que seja pouco mais que nada A paz tão procurada E aquele brinquedo perdido Que a lembrança carregou na leve brisa Continuam sempre lá Tudo, com toda certeza permanece Escondido nas dobras do tempo E o tempo jamais se esquece Portanto Se de fato nada existe Pense que isto traz a conclusão da impossibilidade de realmente inexistirem Afinal, você pensa E é nisto que tudo consiste E, se tristeza não há, então Nada pode ser assim... tão triste Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva