Frase de Remisson Aniceto
Poema furtivo O poeta ao falar de si fala dos outros, que cada um tem um quê do outro. Tudo é como se fosse um amarrio de cordas, seguidas, compassadas, continuadas. O poeta ao falar dos outros fala de si, que cada um outro tem um quê de nós, cada um vive a vida alheia sem saber e morre na morte do outro. O poema, depois de lido, torna-se impessoal, de todos, ainda que impregnado de evidências da mão. O meu seu poema dele não existe. Remisson Aniceto©
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