Frase de Laís Vitória
A Vó, o quanto sou privilegiada Pra nós fica a lembrança Do tanto que fomos felizes E amados, na nossa infancia. Daquela casinha lotada, dos bons abraços, da mesa farta Dos amigos secretos,do inimigo da hora, ah como fui privilegiada Privilegiada de dizer bença vó e receber um Deus te abençoe minha filha, De beijar em sua testa e de mexer em suas peinhas. de comer doce a pulso só pra beber água, de ouvir histórias antigas, piadas e poesias contadas. Saudade dos cochilos da tarde Dos biscoitos com água de escutar os seus passos na madrugada. Ah vó o quanto fui privilegiada. privilegiada de ver de pertinho um exemplo de mulher, q me ensinou o q é família, a ser alegre e a ñ perder a fé. Saudade, daquela que lia antes de mim todos os livros que eu ganhava, gênia da matemática muitos se admirava, eu ainda lembro de quando as atividades da escola me ensinava, A vó eu não canso de disser o quanto fui privilegiada. Privilegiada a ser ensinada a brincar de berlinda, a comer pirão, A colocar pão no café E comer banana no feijão Ah vó como eu fui privilegiada De ter ouvido o grito cala boca Enquanto havia zoada De ter presenciado de perto A hora do atacar do sorvete depois do almoço e da famosa colher babada Ah vó Graças a senhora eu tenho tanta história tenho pra contar. Daquela que fazia caretas na hora das fotos Que estava feliz a todo instante e em quanto pode esteve sempre ali pra ajudar. sou privilegiada, por sempre está a recordar Daquela que perguntava já almoçou Ou quer alguma coisinha pra comer¿ Ela sempre estava disposta a nos cuidar. Serva, mãe, avó, bisavó, tataravó, amiga, verdadeira matriarca, e eu não estou triste mesmo com olhos cheios de lágrimas, pois sei vó o quanto sou privilegiada. E depois de tanto tempo tentando escrever, Está aqui a minha primeira poesia Inteira feita pela minha autoria Que mostra o privilégio que eu tive entre parágrafos e linhas De ser uma das muitas de suas netinhas. Dedicatória para: Judith Aquino muito mais que uma vó
No pensador.ai desde