Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
0Num reino esquecido de palavras não ditas, caminham dois viajantes em sendas infinitas. A busca por amor, tão cheia de mitos, mas o amor, ah, o amor acaba em gritos. Não é o amor que prende ou que sustém; ele é, em sua essência, passageiro também. Surge qual estrela, brilhante, ao léu, mas desvanece na ausência de um céu. "Amor acaba," sussurra o vento frio, "quando esperar nada mais é que um vazio." Assim fala o tempo com sua voz calma, não na tempestade, mas na resignada alma. E então, o que resta? O que realmente importa? Se não for a felicidade que a própria vida comporta? Felicidade, esse sim, é um fogo que arde sem ver, não nasce do outro, mas dentro do próprio ser. "Vou embora," diz aquele que ao espelho confessa, "pois sem ti, encontro em minha solidão, a fortaleza." Relacionamentos não se firmam em laços de amor, mas na felicidade solitária, não no calor. Assim, se pensas que sem o outro estarias melhor, o amor já não é mais abrigo, nem tem seu valor. É na felicidade própria que um coração deve ancorar, pois mesmo no amor, é preciso primeiro se amar. Despedem-se então, não em guerra ou com dor, mas em silêncio, sabendo que o melhor ainda está por vir. Amor e felicidade, dois dançarinos ao som do destino, Um ensaio sobre como viver, amar, e por fim, partir.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde