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Frase de Lúcia Araújo

Loucura? Íh!! A loucura poderia ser descrita de tantas formas que, ao final, todos seriamos potencialmente loucos. Na verdade, todos somos loucos, não só os médicos.! Mas, reduzindo a loucura a um único estado, o que seria a loucura? Seria amar? Amar sem reserva? Sem comedimento? Amar sem medo das conseqüências? Do futuro incerto? De não ser amado? Do amor acabar, de morrer de amor!? Seria loucura amar sem o consentimento do ser amado?! Arrebentar seu coração arriscando conquistar o coração do outro!? Aquele que se sente, muitas vezes, oprimido pela nossa forma particular de amar e pela nossa insistência insana de um desejo de recíproca! E que, com sua demonstração de fuga, causa-nos um sofrimento indizível em nosso coração e nos faz refletir sobre os motivos, os por quês e o que nos levou a tal estado de desejo, de saudade, de vontade de estar junto, de tocar, de sentir o cheiro, de ouvir, de falar, Ou, de simplesmente, não dizer nada e, apenas, estar, escutar o bate-bate do coração, que alvoroçado pela presença do outro, se desespera no peito de tanta felicidade!? Seria isso a loucura? Ou loucura seria não saber o que sente o coração que ama? Nunca saber como seria se deixar embevecer pelas sensações de prazer ao ser tocado pela ser amado! Nunca sentir o coração acelerar por uma simples visão, ou com a perspectiva de um encontro? Seria loucura não amar por medo do fracasso, ou seria fracasso não ser louco o suficiente para experimentar o amor? Seria loucura amar, alçar vôo em alturas inimagináveis, esquecendo que tudo pode ser um sonho e pode-se acordar a qualquer instante e a queda livre causar-nos feridas profundos na alma e danos irreversíveis ao coração? Ou seria loucura não amar por medo de acordar de um sonho, e, enquanto acordados conjecturamos todos esses detalhes advindos de nossa escolha e desistir antes de tentar? Seria loucura levar a cabo sonhos guardados, mesmo com a hipótese de possíveis equívocos, de lágrimas vertentes, sucumbir sentimentos latentes, pra fugir das dores do amor?! Sensatez, diriam uns, prudência, ponderação, diriam outros. Realmente, pode-se dizer, loucos não são sensatos e muito menos prudentes e ponderados. Mas o que seria a vida sem as agruras, as angustias, os medos, a ousadia, a insensatez, a impulsividade e até um pouco de “irresponsabilidade” no sentido da coragem de fazer coisas e que esses feitos podem trazer, agruras, sim, mas também poder trazer “aqueles” momentos que chamamos de felicidade!? Sim, porque todo esse aparato de palavras é pra dizer que, mesmo sendo loucura, quando se ama está se procurando a felicidade, e, se está, é feita de momentos, precisamos ser loucos, de vez em quando, pra experimentá-la, aproveitando algumas oportunidades que a vida oferece de conhecer esse outro estado, claro, é óbvio que sempre com a alcunha de que seja pra sempre!. Há também a premissa de que, é do sofrimento que tiramos nossas maiores e melhores lições de vida. Aprendemos com o sofrimento; a felicidade sendo o divisor de águas, onde se distingue uma coisa da outra. Sensatez!! Prudência!! Quem disse que o amor é prudente e sensato não conhece o real significado, nem dessas palavras, quiçá de amor ou da loucura!! Mas, amar seria mesmo loucura? Não seria a redenção da alma que se derrama ao enxergar aquele que chega e se instala preenchendo todo um ser? Que dá espaço pra outra alma onde só cabe uma? Discorrer, em tão reduzidas linhas sobre a não ou a sim loucura do amor, de amar, deixa-nos, muitas vezes, extasiados. O amor é o paraíso e o inferno dos amantes. Mas, como viver e conhecer esses dois universos tão adversos/inversos e controversos sem pisar no tapete da vontade, dos sonhos, da esperança e, ao mesmo tempo, do obscuro, do absurdo, da dúvida e da incerteza que os permeiam? Afinal, com disse Friedrich Nietzsche “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura...” Loucos ou sãos, precisamos amar e sentir todas as sensações deste sentimento, desta abstração que pode, ao mesmo tempo, ser menos que nada e maior que tudo e, como sem querer, pode mudar toda uma estrutura de vida ou, e, até mesmo, de um certo prisma, comprometer existências futuras de tão substancialmente duradoura e profunda que se faz. Lúcia Araújo – 10/12/2010.

Lúcia Araújo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Esse valores se foram. O tempo passou, nossa geração cresceu, o desenvolvimento chegou enfático e massacrante e as pessoas têm agora outros interesses. Criamos nossos filhos, procuramos cercá-los de coisas materiais pra compensar nossa ausência, pois precisamos ganhar dinheiro pra acompanhar o desenvolvimento e nossa ausência foi substituída pelo sistema de uma sociedade equivocada e de uma mídia invasiva e perversa e estamos perdendo o que realmente é importante, valores simples, mas que têm um significado enorme. Enfim, é a vida.

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Saudade S into saudade do tempo em que correr nas areias do rio e brincar de bonecas embaixo de pés de mamona, era ser feliz A s vezes me pego sonhando de ser menina. Sinto até o cheiro desse meninice, embora pobre U ma ou outra lembrança me levam às lágrimas e penso que tudo foi-se tão rapidamente D izer que não vivi coisas boas, não seria verdade. Sofri muito, mas trago grandes lições disso tudo A cho mesmo que poderia ter sido melhor, ai penso o quanto foi difícil chegar até aqui D eus, digo eu, tenho muito mais a agradecer que a pedir E ntão, preciso aproveitar a juventude que ainda me resta pra realizar o que ainda falta