Frase de Rafael Zafalon
O toque chama — insiste — repete, um eco metálico no vazio, como se minha urgência fosse leve, como se meu tempo fosse frio. Do outro lado, silêncio. Um silêncio que pesa, que arranha, que cresce dentro do peito feito algo que não se ganha. Não é só a ligação perdida, não é só o “depois eu vejo”, é o desprezo que se insinua como um gesto sem apreço. Porque ali vai meu trabalho, minha pressa, minha razão, e volta apenas o nada ocupando a conexão. E então nasce uma chama breve, bruta, rápida, voraz — um impulso de quebrar o mundo pelo respeito que não se faz. Mas no fundo, o que grita mesmo não é raiva — é ser ouvido, é querer que, do outro lado, exista alguém comprometido.
Rafael Zafalon
No pensador.ai desde