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Frase de Claudio Nunes

⁠Amigos Meu enterro, estranho... está cheio de amigos, parentes, pessoas que nem conheci em vida. As pessoas comentam o quão triste é alguém ainda jovem partir. Choro pra todo lado, aos montes. Alguns dizem lamentar por não poderem se despedir. Como a morte é rasteira, não é...?! Andamos juntos, bebemos e comemos juntos. Íamos à casa uns dos outros, fartura... Na igreja, falávamos a mesma língua, o amor de uns para os outros, e Deus? Era nosso elo... éramos filhos Dele e nos amávamos. Lembro-me de que trabalhamos longos anos juntos, carregamos os mesmos fardos e batíamos nos ombros uns dos outros, parceiros eternos, empatia! Em algumas festas que fizemos juntos, a alegria era contagiante. Também...bebíamos do mesmo cálice e a bebida dáva-nos um ar de imortalidade, e, detalhe, estávamos rodeados de gente alegre e satisfeitas por serem amigas...mas, como tudo na vida, a gente passa. Agora estou aqui deitado, sem vida, sem sinal de alegria, sem nada. Todavia tenho aqui amigos, que durante a vida andaram comigo em vários momentos, nunca largaram minha mão. Não me sinto só, agora. Apenas sinto falta, aqui, daqueles que, estando eu triste, com pouca grana e com a cabeça atribulada, não estiveram comigo e eu sentia essa ausência. Quando estive doente, nem souberam; minhas ligações e recadinhos nas redes, mal liam; o tempo era curto, o trabalho é pesado, dá pra entender. Alguns nem lembravam mais de mim, acontece. Espera! Opa, vejo alguns deles aqui também, se lembraram, que legal! Melhor estar no enterro, né?! Alguns podem comentar que não vieram, não pegaria bem. "Que amigo é esse?!", diriam. Obrigado, queridos, por não me abandonarem nesse momento tão importante para mim. Não me sinto mais só!

Claudio Nunes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Claudio Nunes

A vida e a morte, por vezes, se confundem num antagonismo bárbaro. Num dia, lamenta-se a perda de alguém querido, o sofrimento é latente...em outro dia, festeja-se a vida, o dom precioso da existência. Fato preocupante é não saber a diferença nos/dos dois momentos...lamentar ou f…
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A vida e a morte, por vezes, se confundem num antagonismo bárbaro. Num dia, lamenta-se a perda de alguém querido, o sofrimento é latente...em outro dia, festeja-se a vida, o dom precioso da existência. Fato preocupante é não saber a diferença nos/dos dois momentos...lamentar ou festejar...em que momento? Para alguns, viver é morte. Não há vida, não há brilho, não se tem prespectivas, não há sonhos...para outros, morrer é liberdade, alívio. Completei algumas muitas décadas de existência (...) já ri demasiadamente, chorei outros tantos, cultivei amizades e fiz alguns desafetos...o paradoxo nos persegue...alguém fez um questionamento muito sério sobre a existência: "onde estará a vida que eu perdi vivendo" e, desde que li isso, contrariando muitas pessoas, levo minha vida com mais leveza, menos certeza, mais conformismo, menos barbarismo...não adianta... A velinha vai se apagar...todos vamos encarar o outro lado. Por enquanto, conhecemos apenas um desses lados...o outro...pode ser melhor...quem sabe...?! Guarde a vida, respeite e não tenha medo da morte!

Simples mortais...quem te disse, professor, que fostes tu a escolher sua "profissão"? Quem te disse que poderias, a partir de então, ter um dia sequer de sono tranquilo? Que serias invisível no meio da multidão... que te esquivarias, quando o peso da responsabilidade implorasse p…
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Simples mortais...quem te disse, professor, que fostes tu a escolher sua "profissão"? Quem te disse que poderias, a partir de então, ter um dia sequer de sono tranquilo? Que serias invisível no meio da multidão... que te esquivarias, quando o peso da responsabilidade implorasse por ti? Que diante de uma multidão de vozes carentes e ouvidos moucos, teria que engolir o orgulho atravessado e estender a mão... Quem disse que tu escolheste isso, irmão? Alguém infinitamente maior olhaste do alto, com olhos marejados, e te deste o dom da entrega...da paternidade...do pastoril....da psicologia...e, principalmente (num país que te despreza tanto e, por isso mesmo, se torna também desprezível), o dom de economista. Isso digo eu: Claudio Nunes...orgulhoso de ser professor de tantos, aluno de outros tantos, e uma criança brincalhona na matéria VIDA.

Devíamos escutar mais o barulho do silêncio... É no silêncio que o caos dentro de nós grita, revira-nos, interroga-nos. No silêncio percebemos o quanto somos pouco...que muito do que falamos é apenas Isso: fala.
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Devíamos escutar mais o barulho do silêncio... É no silêncio que o caos dentro de nós grita, revira-nos, interroga-nos. No silêncio percebemos o quanto somos pouco...que muito do que falamos é apenas Isso: fala. Que enxergamos humildemente que crescemos pouco. Que amamos pouco. Que oferecemos apenas migalhas ao mundo. E é desfazendo as malas que notamos que esquecemos algo precioso lá atrás: a vida... Silêncio! ...o barulho do silêncio...