Frase de Paulo Coelho
Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz - disse ele depois de um tempo - temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a nos tornar cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos. Surgem as doenças e psicoses. O que queríamos evitar no combate - a decepção e a derrota - passa a ser o único legado de nossa covardia. E, um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse de nossas certezas, de nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.
No pensador.ai desde
Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Diário de um Mago. Rio de Janeiro: Rocco. 126a. ed. 2001 | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
Abrir fonte original (abre em nova aba)