Frase de Matheus Marcondes de Souza
Na sombra do ébano, o corvo negro pousou, Seu coração aflito, pelo vermelho se encantou. Sonhou dedicar-se, amparar com ardor, Mas no passado vermelho, feridas eram a flor. Alado de carmim, o pássaro vermelho voava, Um passado de dores, em seu peito pesava. O negro ofertou amor, prometeu proteger, Mas o vermelho, em sua dor, não podia entender. O negro, tão leal, quis curar cada mágoa, Mas o vermelho, ferido, não podia abrir a alcofa. O amor era fardo, pesado demais a suportar, E assim, triste e solitário, o negro o viu partir e vagar. O ébano viu o vermelho alçar voo distante, Seu coração sangrou, dor insuportável e constante. Nas asas da saudade, o vento os separou, O negro ficou, sozinho e abandonado, dilacerado. E no ar, o lamento do ébano ressoou, História de amor e dor, na escuridão ecoou. Duas almas que anseiam, mas não podem se entrelaçar, O negro, ferido, assiste o vermelho partir, seu coração a sangrar.
No pensador.ai desde