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Frase de poeticos

A-COR-DAR MÃE Meu renascimento. Minha tatuagem. Meu ressarcimento. Minha ancoragem. Meu porquê quando não. Meu pulsor quando sim. Quando falta-me chão, meu céu, meu jardim. Minha hora, oração. Meu então, querubim. Minha farta visão quando cega de mim. Filha, pedaço, tempo sem fim, que é feito de (a)braço, inteiro e assim. Na razão-emoção, quando sim-salabim, uma nova missão, fazer casa em cupim. E na vez de ser sorte — o lembrete a florir, é preparo, antevência, para azar nem tossir. Que é lugar não de espera, mas de ser o meu manto, entender primavera enquanto adianto. Minha marca diária, meu pano que pinga, a limpeza sumária, uma sola que vinga. É pedra com rosa, é passagem sem rito, é poema com prosa, é lição por escrito. É joelho exposto, amor-tecer no atrito, e no pressuposto aumentar gabarito. Meu renascimento. Minha tatuagem. Meu ressarcimento. Minha ancoragem. Enxergar menos beleza onde não fica (e)vidente. Quando faltam-me flores, meu pedaço, semente. Minha hora, oração. Meu então, querubim. Eis assim salvação, Meu resgate de mim. (Vanessa Brunt)

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