Pular para o conteúdo

Frase de EdsonRicardoPaiva

Olhar o mundo Pelos vidros da janela Em vez de ir lá e ver E depois, quando a garoa estia Dizer que durante a tempestade Mil relâmpagos havia E os via de dois em dois Ilusão tão ranzinza Num céu pra lá de cinza Sonhar outra vida Refutar à própria estrada Não chegou a nada E perdeu a chance de ser A pessoa que era Chorou, na chegada no outono O riso que fingiu na primavera E nem era preciso Você tira o canto ao pássaro A impor-lhe uma vida de espera Um cântaro vazio Água fria não há Mas tem sempre uma nascente oculta Num lugar qualquer da poesia O poeta a busca Enquanto o pássaro a pranteia Volta e meia se confundem A escuridão revela Claridade ofusca Patéticos detalhes Arquétipos pra lá de tolos Os ares ao redor de Éolo Serão sopros de ideias novas Sempre as velhas mesmas Resultando em nada Estrelas no céu Manto estampado Um oceano em baixo Pode ser que ao lado Fronteiras do mundo Simplesmente areia Ilusão que germina a semente Tão astuta era a promessa Que resulta morta O caminho era torto Perde a luta e teu melhor da vida Criança de braços abertos Tropeça Com pressa de abraçar o mundo Abraça o chão Simplesmente ilusão E chora, até que percebe Que teria sido um tanto bom O tom do sustenido inverso Ter nascido um simples grão de areia Viajar por entre versos E passear por todas as esferas Estrelas, quasares, grupos de Planetas Tão bonito e imenso Céu Atravessar a vida Na garupa de um cometa Entoar, de carona Um murmúrio inaudível E segue a eternidade Cantando a milhões de Universos Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
Continuar lendo

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
Continuar lendo

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
Continuar lendo

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
Continuar lendo

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva