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Frase de celso_nadilo

O Eco do Caos e o Arco do Tempo ​A evolução é som e sinal que se propagam pelos astros; o mundo grita para o universo. Seríamos nós servos dos sons que ouvimos, ou reduzimos a imensidão desse conceito a algo corriqueiro, disperso em qualquer lugar? Dentro do ambiente social, ainda somos marcados pela sonoridade — que, na verdade, é a própria luz propagando-se pelo espaço. Paradoxalmente, vivemos na escuridão. ​No entanto, a verdade é que lampejos de vida transmutam o tempo e o espaço. Somos capazes de mudar diante das adversidades do caos. Compreendemos que o tempo pode fazer o espaço comprimir e esticar, dependendo do caminho percorrido. O tempo torna-se o efeito de um paradoxo, pois atravessa até as linhas da imaginação: o tempo aqui jamais será o mesmo tempo de um lugar distante. ​A causalidade que pensamos dominar pode já ter se tornado passado; afinal, o que foi escrito, lá está, consolidado. O futuro, por sua vez, permanece como um arco de possibilidades. Diante disso, quando olhamos para trás, vislumbramos um leque de futuros que poderiam ter sido, ou apenas contemplamos o presente? ​Toda ação precisa de uma reação, independente do estado da matéria. As verdades que enxergamos são apenas a linha da continuação. Pois até o som pode se tornar eterno, deflagrado na imensidão, até que sua constante seja ampliada ao infinito ou reduzida a quase nada.A luz parada no tempo sendo sentelha da vida na sua plenitude como podemos viajar ou imaginar essa vida se expressando no exato momento da criação. Pois nada mais belo que flutuar nas fronteiras da existência ainda reflir o que somos diante o somos.

celso_nadilo

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Pensador.com

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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a…
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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência? ​Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem. ​Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.

Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados
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Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados nas nuvens celestiais da solidão. ​Voz que como trovão incandesce o mármore do inferno de jade; ao longe, lágrimas de sangue escorrem mar a dentro, na profundeza sem fim. ​Criaturas fantasmas navegam nos sonhos mansos dos mortos. Tão belos olhos que mesclam o ar da planície esverdeada aos tesouros ocultos nas areias silenciosas do tempo. ​Mares bravejam as terras do norte, canais de sonhos dentro de pesadelos. Rios de fogo, clamores de um novo mundo: prólogo do próprio reflexo da entropia, envolto num pássaro que paira pelos céus buscando terras desconhecidas. ​E no sentido mais profundo, onde amantes vivem em estado divergente, o gelo finalmente derrete e forma um lago de água doce e límpida. ​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias tornam-se o algoz de um sonho. Na muralha do esquecimento, pende a interrogação sobre a linha massiva das eras. Soterrada num pesadelo, minha voz repousa em teus seios. ​Tão complexos ares do mundo... E depois deste mundo, as nuvens terão chuvas que vêm num assopro do vento? Pássaros cantando em meio à tempestade erguem-se soberanos como a fênix. ​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno; avançamos nas estepes da geleira para o ermo mais distante do mundo, para ver seres fantásticos e suas existências magnânimas e emblemáticas. ​A flor que desabrocha no espaço, entre estrelas dilaceradas que observamos, será o combustível do futuro para outras galáxias. Novos mundos dentro do universo ressoam no alvorecer de um novo iluminismo. By Celso Roberto Nadilo