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Frase de Maria F. Spigolon

Nos sonhos, pelo menos no que se assume por isso, a alma expressa nossos anseios e medos. E hoje eu tive um, um daqueles em que na hora em que acordamos acreditamos piamente que foi verdade, agora a vida vai seguir com as devidas consequências.Ele estava lá, com ela. Eu estava lá, sozinha. Ele me ignorou, ela me difamou. Eu chorava, ela ria. Ele desapareceu, junto dela. Ali fiquei, imersa no breu. Quem diria, um dia éramos nós, agora são eles... Desolada, me perdi em meio aos pensamentos que me levaram a buscá-lo de novo. Quando vi uma luz que voltava, era ele, sem ela. Me disse que por mais longe e complexo que tudo fosse, o "nós" era mais intenso, não sumiria jamais, éramos nós de novo, para sempre. Mas como eu disse anteriormente, foi só um sonho.

Maria F. Spigolon

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Crer na eternidade faz parte da natureza humana. Forçar algo a ser eterno é então o maior erro dessa natureza.
Hoje pude analisar o que configura o estado de sentir o que é não sentir. Sentir NADA. Nem sozinha, nem mesmo triste. Nada. Vazio não é bem a palavra como dizem todos os clichês, nada é nada. Nada, no dicionário do velho Aurélio: s.m. A não-existência, o que não existe; ou seja s…
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Hoje pude analisar o que configura o estado de sentir o que é não sentir. Sentir NADA. Nem sozinha, nem mesmo triste. Nada. Vazio não é bem a palavra como dizem todos os clichês, nada é nada. Nada, no dicionário do velho Aurélio: s.m. A não-existência, o que não existe; ou seja significa coisa nenhuma, e isso no português de Portugal e no português do Brasil. Nada é não ser. Não ser, não ter, não existir. Nada, é um puro e simples nada. A vivência é pouca para se definir o nada, mas quando você o sente, não tem jeito, você sabe o que o nada é. Isso leva o leitor de linhas como essas a pensar que sou triste, que realmente a infelicidade é o que eu sinto, mas colega, eu juro, nada significa mesmo nada. É obvio que isso vem de longa data, para se chegar ao “nirvana” do nada é preciso ter absorvido muita alegria e muita dor, tanto que eles chegaram a um ponto de se balancear, equilibrar, gerando esse estado de imparcialidade com os seus pensamentos. Ter se envolvido demais, ou de menos, já não importa. O que importa agora é que o que era antes passou a ser coisa nenhuma. Mas ao contrário do que diziam por aí, não peço socorro (isso é coisa que se peça?). Estou livre. Livre de dor, livre de paixão, livre de alegrias com as pequenas coisas. Estou, finalmente, livre. Acho que tive compaixão de mim, se é que isso é permitido. Não foi amor próprio não, eu sei que não. Minha mente fez o trabalho de ser piedosa e me deixar em paz, me deixar descansar dos sentimentos por alguns intensos minutos. Se esses são os sintomas da psicopatia então definitivamente quero saber mais sobre essa doença. Sabe o que é pior? Esse sentimento passa, bem vagarosamente rápido. Fechei meus olhos e lá estava tudo de novo, no mesmo lugar, com os mesmos fortes impulsos nervosos correndo à jato por inúmeras sinapses que me deixaram acordada durante toda a luz da lua. Voltei a me contorcer de dor, voltei a regozijar-me com momentos do passado, voltei a sentir TUDO o que podia e devia ao mesmo instante. É, decididamente prefiro o nada a dor, nada a extrema satisfação. Gostaria que todos soubessem a plenitude do nada. Ele não acalma, mas também não agita; não faz sonhar, mas também não te causará pesadelos; não te fara amar, mas também não te deixará na mão. É seguro. O nada é o nada, e nada mais.