Frase de Geraldo Neto
O às do tempo passou. Ecoa-se, levemente, o futuro presagiando o passado. As eras rabiscadas por nossas vidas esvaziaram-se, ficou um pouco de nós, um pocuo de nós e de tudo isso. Ao acaso o pôr do sol não corrompe o Universo? O sol carameliza o horizonte de um falso ouro. E nossos olhares fatigados de nada. Vãs são seus desejos dentre seus caninos, as ruas são cinzas de velhas madrugadas. Mas depois vem o sol e tudo fica amarelado, Apenas amarelado nos mesmos dias, novamente. Há um espanto inevitável, E um ódio não pago e desencarnado. As flores são flrores nas dores desoladas, E um grito se houve e que ecoa dos fiapos de mim. E o meu insípido se torna um protesto, E a vida se encanta diante de mim, E o amor se vai, sem início e sem fim.
No pensador.ai desde