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Frase de Gabriel Chalita

FOMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES Poucos têm coragem de investir em ações que demandam tempo e paciência para que as sementes lançadas frutifiquem, mesmo sabendo que educação é processo. O governador Geraldo Alckmin é um desses visionários. De 2001 a 2005, o governo estadual empregou R$ 470 milhões em programas de formação continuada de professores. Acreditamos que quem não estuda envelhece em sua habilidade cognitiva - independentemente da área de atuação. Médicos, advogados, engenheiros, artistas, dentistas, físicos, etc. Não há quem possa se dizer atualizado apenas com o curso universitário ou até mesmo com uma pós-graduação concluída. O conhecimento não pode ficar estacionado. O professor tem de se atualizar sempre. Nossa política de formação continuada de professores contempla as modalidades presencial e a distância. O que se pretende é utilizar o que há de mais atual e eficaz em termos de videoconferência, teleconferência, intranet, internet e outras tecnologias. Além disso, há cursos oferecidos em sistema de parceria. Uma delas, formada com o Santander Banespa, proporciona aos professores uma experiência inédita na Universidade de Salamanca, na Espanha. Graças a esse acordo, cerca de 100 educadores da rede estudaram durante um mês em uma das mais respeitadas universidades do mundo. No último mês de novembro, um grupo de 50 professores iniciou curso de mestrado na Universidade de Londres. No Brasil, quase 2 mil educadores da rede pública estadual paulista estão cursando mestrado. Alguns optam por uma diminuição da carga horária, mantendo o mesmo salário. Outros escolhem fazer o curso preservando o número de horas trabalhadas e recebem um acréscimo de R$ 720 mensais aos vencimentos - destinados ao pagamento do curso. Essa é a primeira experiência no Brasil em que um governo estadual financia cursos de pós-graduação stricto senso para seus professores. Já o Programa Letra e Vida capacitou aproximadamente 33 mil professores alfabetizadores. Seu objetivo é qualificá-los para que possibilitem aos seus alunos uma educação de maior qualidade nas fases iniciais do ensino fundamental. O Lien ch'i e meditação - técnica proveniente da medicina tradicional chinesa - capacitou cerca de 11 mil professores de educação física, de modo que transmitam aos alunos práticas que visam à diminuição do estresse e ao aumento da serenidade e da auto-estima. Capacitação em filosofia foi aplicada para 1.300 professores. A Formação de Magistério Superior Indígena foi propiciada a 81 professores indígenas de 5 etnias. O Programa Caminho das Artes beneficiou em torno de 86 mil docentes e o Programa São Paulo Educando pela Diferença para a Igualdade já foi ministrado a cerca de 7 mil professores. Projeto também pioneiro e bem-sucedido foi o da Inclusão Digital dos docentes. E, além de equiparmos nossas escolas com laboratórios de informática, garantimos ao professor a aquisição do próprio computador, de modo que tivesse o equipamento em casa. O Estado arcou com metade dos custos e a outra parte foi financiada pela Nossa Caixa. Cremos que esse investimento maciço no que é essencial - o professor - vai fazer com que nossos alunos, frutos colhidos dessa semeadura, tenham envergadura suficiente para viver plenamente, exercitar a cidadania e entrar com dignidade para o mercado de trabalho. Publicado no Jornal da Tarde e no Correio Popular

Gabriel Chalita

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Pensador.com

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O outro não é uma coisa que existe para nos servir. Ninguém é coisa de ninguém.
Febem - Um desafio possível Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus - sucesso adaptado com genialidade por Fernando Meirelles para as telas do cinema -, captou com maestria a realidade cruel e dolorosa de crianças e jovens que, corrompidos pelo meio (leia-se ausência total d…
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Febem - Um desafio possível Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus - sucesso adaptado com genialidade por Fernando Meirelles para as telas do cinema -, captou com maestria a realidade cruel e dolorosa de crianças e jovens que, corrompidos pelo meio (leia-se ausência total de oportunidades, incentivo, educação e estruturação familiar), ingressaram no universo da marginalidade e da violência. O mesmo teria acontecido, provavelmente, à pequena e indefesa "Negrinha", personagem imortalizada pelo conto homônimo de Monteiro Lobato, caso a menina tivesse nascido no final do século 20, longe dos resquícios da escravidão das fazendas, mas próximo à escravidão social dos ambientes urbanos. Mais uma vez, a ficção - seja literária, seja cinematográfica - nos dá uma lição de vida imprescindível: ou a sociedade compreende a necessidade premente de romper o ciclo vicioso da criminalidade ou estaremos condenando o futuro do Brasil e do mundo de forma irreversível. Somente a mobilização social, por meio da união de esforços entre governos e demais instituições da sociedade civil organizada, pode reverter o rumo caótico que os acontecimentos vêm tomando. Em todo o mundo, os altos índices de violência, que agora se expandem em ritmo acelerado das metrópoles em direção às cidades do interior, compõem um quadro dramático cujos desenhos dantescos nos convidam à tomada de ações imediatas. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin demonstrou total sintonia com a urgência dessa situação. Por meio de uma atitude corajosa e inovadora, integrou a Febem aos quadros da Secretaria de Estado da Educação, uma iniciativa fundamentada sobre os pilares de um conceito básico para a recuperação dos adolescentes em conflito com a lei: a ressocialização via aprendizado, preparo psicológico, acesso à informação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Um método que resulta na aquisição da auto-estima e da autoconfiança, provenientes da descoberta gradativa dos talentos e das potencialidades dos educandos - da mesma forma que deve ocorrer com os alunos do ensino regular, nas escolas. Assim é que se adquire consciência crítica, capacidade de discernimento e, enfim, se constrói a cidadania. É essa a nova proposta da Febem, totalmente condizente com os projetos e ações da Secretaria de Estado da Educação. Temos um enorme desafio pela frente. E, para que possamos superá-lo de forma eficaz, precisaremos do apoio, do incentivo e da colaboração de todos os segmentos sociais. Nesse sentido, gostaríamos de convidar empresas, ONGs, igrejas, universidades e demais instituições para nos auxiliar na missão instigante que é reescrever o roteiro desse filme grandioso e, por isso mesmo, complexo em toda a sua estrutura. Se assumirmos os papéis de diretores, cenógrafos e produtores que essa grande obra requer, poderemos mudar a história de milhares de jovens atores que necessitam de uma orientação mais cuidadosa na concepção, na criação e, finalmente, na concretização de cenas que viabilizem finais mais felizes para suas vidas reais. A ampliação dos programas de liberdade assistida e a construção de unidades menores da Febem, tanto na Capital quanto no Interior, privilegia essa nova realidade e tem possibilitado às equipes da instituição a realização de um trabalho mais produtivo e bem-sucedido, capacitando esses jovens e transformando-os em protagonistas aptos a exercerem sua plena cidadania. Milhares de jovens atores estão aprimorando suas habilidades por meio de aulas do ensino regular e profissionalizante, diversas oficinas de arte, cultura (teatro, dança, artesanato) e, ainda, 32 modalidades esportivas que abrangem do futebol ao xadrez. E isso é só o começo. De nossa parte, garantimos total dedicação e empenho para dar a este enredo um desfecho verdadeiramente alegre, bem diferente dos finais da maioria dos personagens da obra de Paulo Lins e da protagonista do conto de Lobato. Acreditar que é possível é essencial. Vamos seguir à risca a cartilha de Victor Hugo - outro grande ficcionista que retratou em seus livros as injustiças e problemas sociais de seu tempo - que já alertava: "Nada melhor do que um sonho para criar o futuro". Publicado no jornal Diário de S.Paulo