Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
GRILHÃO DO AMOR (soneto) Tenho saudade e ardo em lembranças Dum amor que me endoida e me abate Quem há de me tirar destas esperanças? Quem há de os nós, quebre, me mate? Não sei que certeira e desiguais danças Me cravou no peito, dores deste quilate Sem que eu sentisse, as tais mudanças Do sossego. E agora neste vil combate... O amor adentrou tão cauto, silencioso Que eu nem me preocupei que estava Apenas vivi, um ser no haver amoroso E os lábios a sorrir e olhos cheios d’água Como dói viver, sentindo, estreita trava E chorar na solidão e trovar com mágoa! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde