Pular para o conteúdo

Frase de EdsonRicardoPaiva

Se você chegar lá Vai perceber a diferença Entre ter alguém Que lhe acompanhe com o olhar Até você sumir na curva, ou não E me contar se você viu O frio, a cara de riso Na tempestade negra que caiu E o momento em que foi preciso Fazer a exceção tornar-se regra São essas coisas assim Que tem o valor do que são Portanto, enquanto ainda houver Cura para os cortes...use! Porque Um laço de fita, um olhar Prende a alma pelo encanto Se você chegar lá, vai entender Que pra quem não sabe o que quer Tudo sempre se encaixa E qualquer coisa serve Mas que nada preenche a vida Pois a vida é breve Então, enquanto existir atalho Ao caminho da morte...recuse Pois, é sim, sempre possível Encontrar o que tanto procura E depois deitar tudo fora Quando você chegar lá Finalmente, vai saber A razão da lição que dizia Que um mais um, são dois E outras coisas que não sabia No dia em que descobrir Que o vazio Ocupa um espaço imenso Penso Que nesse momento Teus pés vão pisar no chão Pois, quando a alma apenas voa É sinal que viveu à toa E, que pena, voou em vão! Pois a visão era turva Se você chegar lá E descobrir Que ainda existe sorte...não abuse Tomara que tenha ao seu lado Alguém que te ame de verdade Te olhando, até sumir na curva Porque, se não existe igualdade Todo dia é do mesmo jeito E tudo é igual, tristemente. Pois é preciso ter amado de verdade Pra ter o direito a deixar saudade. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
Continuar lendo

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
Continuar lendo

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
Continuar lendo

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
Continuar lendo

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva