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Frase de GLORIA SALLES

O sol foi dormir... A neblina se deita sobre a colcha verde da relva esfriando corpo e alma. A noite me recebe como palma aberta de uma mão que acaricia. Estou aqui... Alvo fácil da tua mira. Embora teu olhar não registre. Aqui estou eu... Na urgência do meu tempo Querendo a seiva dos teus beijos. Ofertando meu coração. Se me olhar , derreterei facilmente do teu mel inundada... E sobre teu peito arfante Transporei dos sonhos os portões. Vem... Porque imaginar a noite sem você... Me assusta...

GLORIA SALLES

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Pensador.com

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“Nos meus sonhos” Dentro dos meus sonhos perspicazes, pueris Tua presença cálida e benfazeja faz morada
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“Nos meus sonhos” Dentro dos meus sonhos perspicazes, pueris Tua presença cálida e benfazeja faz morada Imaginar-te em mim, me alimenta, faz feliz Empresta a limpidez da esperança alicerçada. Singrando o coração nestas águas plácidas Vai meu sonho navegando por tua calmaria E o afã de outra vez, em palavras tácitas... Qual fonte, inundar vida em tuas fantasias. No sonho, que traz teu coração perto do meu Quero pra sempre te encontrar e me perder. Então me farto, e no teu fogo quero arder... O que de melhor existe em mim, ainda é teu Por isso insisto nesta saudade que perdura. E te chamo, pra ser presença que me cura.

“Amor indisciplinado” Esse amor que vale as correntes que arrasto Que em torno da lua desenha mistérios
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“Amor indisciplinado” Esse amor que vale as correntes que arrasto Que em torno da lua desenha mistérios Que me puxa sempre por mais que me afasto Que me faz sonhar com poesia e castelos Esse amor que é presente desde o passado De lembranças que chegam de pura magia. Que faz vir à tona, a carência de afago. Que decora em braile, minha anatomia. Esse amor extingue a saudade insana Cujo calor, manda embora a dor e o frio. Que de repente preenche todo o vazio Ah esse amor... Que me faz flutuar Que é dor, mas que é também lenitivo. Amor que eu quero, e pelo qual vivo.

PALAVRAS QUE FEREM Daqueles cujo domínio próprio não controla São como bisturi, ferem a aorta contundente.
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PALAVRAS QUE FEREM Daqueles cujo domínio próprio não controla São como bisturi, ferem a aorta contundente. Provocam grandes terremotos, vítimas fatais Corações destroem, intrinsecamente. Armas potentes, machucam, ferem Envenenadas de puro rancor, deixam feridas. Golpes premeditados duramente Fazem sangrar, quando friamente proferidas. Quem as usa, tem consciência do mal feito. Geralmente das regras e limites é conhecedor Porem um prazer mórbido é sentido Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor. Ironicamente, não se dão conta os desatentos. Os mesmos lábios que profetizam mansidão Pregam o amor, falam de paz e harmonia. Deixam marcas indeléveis, destroem coração. Ousam citar de Deus o nome, fria realidade. E incapazes de perceber espontaneamente O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega. Apontam o cisco, no olhar do semelhante. Talvez, em nome de uma vingança infundada. Quem sabe o coração ferido, seja o argumento. E para pisar, esmagar e ferir brutalmente. Só esperam por uma brecha, um momento. Quantos defeitos soterrados veríamos. Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar, E remexendo escombros reconheceríamos. Que apenas Deus tem poder para julgar. Talvez , com nossos defeitos aparentes. Pegaríamos à mão a esperar estendida. E mesmo quando feridos e machucados Entoaríamos apenas palavras de vida.

Trago um poema farto de incertezas Ressoando farpado e monótono canto Cujas letras, isentas de qualquer leveza
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Trago um poema farto de incertezas Ressoando farpado e monótono canto Cujas letras, isentas de qualquer leveza Soam atravessadas, sem o menor encanto Trago ideias em frases curtas, resumidas Seguimento vão, que coisa alguma traduz Emoções sangram, esgarçadas, sentidas Sob a casca tênue de um verso que não seduz Frases derrubadas nos barrancos do soneto Reverberando os ais que da alma transborda Esquecidas em meio a um e outro terceto Entre tantas rimas, que a poesia não acorda Talvez amanhã, as palavras que não escrevi Revelem a verdade, daquelas que não proferi.