Frase de Hélio Mendes Veiga
Inobstante livres. Embora controversos e aquém do que nos imaginamos, Inobstante, somos livres a trocar lentes e nos resignificarmos. Embora opaca existência e nada parece com o que transparece. Inobstante, somos livres a encantar com inédito, virginal e irrepetível. Embora inserte num ensimesmado cipoal das divagações, Inobstante, somos livres para burlar as nuvens que turvam percepções. Embora boçal e o furbesco estimule desprezo pelo mundo, Inobstante, somos livres mitigar a fissura do que poderíamos ter sido. Embora o gabola estriba-se em apequenar-te ou reduzir tem seu valor. Inobstante, somos livres as insígnias da nossa potencialidade intelectiva. Embora iminente o desalento de estar dentro e fora ou estar sem estar. Inobstante, somos livres a não aquiescer ao sofismo e vieses arbitrários. Embora recorrente torpor inebriante da repetição sem sentido, Inobstante, somos livres ao recuo crítico longe de quem não se espera nada. Embora transcorra altercação do pode não pode e portas fechadas, Inobstante, somos livres ao sinal do divino onipotente em caminhada. Embora amiúde coercitividade social a qual enseja ideia de abnegação, Inobstante, somos livres a granjear ousadia jogando luz na percepção. Malgrado aos desprazeres, angústias e desencontros de existência, Inobstante, somos livres a transpirar excelência e quão gratificante transcendência.
No pensador.ai desde