Frase de Keylla Souza Escritora
E coloriu-se. E fez sol. E o céu alaranjou. Parecia que ia chover. Então se fez mata fechada.
No pensador.ai desde
E coloriu-se. E fez sol. E o céu alaranjou. Parecia que ia chover. Então se fez mata fechada.
No pensador.ai desde
Já correu meio mundo dentro da sua própria cabeça e nesses emaranhados de fios descobriu-se novamente, se olhou de cima embaixo e viu que a extravagância fazia parte dela. Reconectou os cabos e viu que ainda tinha como sorrir e que seu sorriso que descansara tinha se tornado mais…
Já correu meio mundo dentro da sua própria cabeça e nesses emaranhados de fios descobriu-se novamente, se olhou de cima embaixo e viu que a extravagância fazia parte dela. Reconectou os cabos e viu que ainda tinha como sorrir e que seu sorriso que descansara tinha se tornado mais bonito ainda. Opa! Encontrou sujeira, limpou tudo, cantinho por cantinho até ficar intacta. Com todos os cabos no lugar: o da fé, do amor próprio, da sua integridade física e emocional e da aceitação as luzes se acenderam. Um corpo se ergueu, não era mais um robô.
O encontro Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante. Estaria ela esperando alguém?
O encontro Uma memória, uma xícara de café, uma boa música e um perfume marcante. Estaria ela esperando alguém? Certamente sim. Mas ela não espera um homem de barba feita, terno e um buquê na mão. Ela espera o seu antigo eu, ansiosa, atenta a janela. Entre uma golada e outra de café, sentada na mesa vê o seu eu chegando... toda preocupada se a roupa se adequa, se o corpo se esculpe com aquele vestido vermelho de alta costura, se o status do aplicativo foi atualizado. O antigo eu senta na mesa, mas se recusa ao café. Quer um vinho em uma boa taça, que é para garantir a próxima atualização do status. Não olha para a atual, não tem tempo para isso. Liga a câmera frontal e confere se o cabelo e a maquiagem estão intactos. Para quem? Por quem? Para o mundo virtual. Ela, o eu atual, olha fixamente para a estante, onde as fotografias não mostravam o amor e a cumplicidade de alguém e sim os momentos luxuosos vividos e os países visitados: sozinha. Mergulha em pensamentos e revive a morte dos pais, naquele acidente de carro em que somente ela sobreviveu. Entretanto lembrou -se das mensagens de consolo que recebeu pelo celular, percebendo mais uma vez o quanto as pessoas deixaram que o celular as substituíssem. Mensagens de fé, amor, consolo e carinho, mas o calor de um abraço e o toque das mãos naquele momento não existia mais. O eu atual começou a elucidar as coisas e resolveu entregar ao antigo eu todas as memórias que para ela se tornaram fúteis. Sem expressão nenhuma entregou também o celular. O tempo passou e... As pessoas que sentiram sua falta no meio virtual a viam caminhando todos os dias (coisa que ela não fazia antes) no parque. Ela estava abrindo horizontes e fazendo coisas que acabara de descobrir que gostava. Começou a trabalhar numa creche e descobriu uma paixão por criança. Abraços não faltavam mais na rotina da nova "tia". Cada dia mais trazia para si o contato corpo a corpo, olho a olho. A casa que já não tinha mais cor começou a colorir-se novamente. A mesma recebia muitas visitas e passava horas lembrando vagamente das paisagens que conheceu mundo afora e transformando em arte com seus pincéis multicores. Pintava quadros lindos que tiravam o fôlego e mexiam com o intelectual. Após esse encontro, ela afirma que não retomou a vida e sim que aprendeu a viver. Pois antes ela existia em um mundo oco, de curtidas e meias palavras e não sentia o prazer, o real prazer de existir. Quem sabe em uma caminhada matinal ou em um momento inesperado ela tromba com o amor da sua vida. Afinal, agora ela é real e desperta olhares reais.
Minas Gerais Dia bonito Alegre e de frio
Minas Gerais Dia bonito Alegre e de frio Sorrio Me encanto Com os pássaros Doce canto Caminhos de terra Poeira sobe Com o vento no mato Olho para o lado Aceno distante Lá está seu Fortunato A beira da cerca Tocando a boiada Chapéu de couro Ele não quer mais nada Me aproximo E saúdo Tirando o chapéu _"O cumpadi!" _"Opa, bom dia! Vem com nois procê tomar um café" Mesa posta Café acabado de torrar Aquele cheiro inconfundível Do bom café pra variar Broa fofinha, Mãos da roça a afagaram E tudo quanto põem a mão Ficam que qualidade rara! _"Ô seu moço, ainda tem queijo..." _"Opa! Como bom mineiro, esse é meu desejo" Coisa boa! Puro, o melhor que há Quem ainda não provou que venha para essas bandas provar. Segue a prosa Olhando lá fora O fogão de barro já consome a lenha Olhando a senhora de lenço na cabeça Percebo sua garra e sua paciência O que é da roça é mais gostoso Mas é árduo o trabalho As crianças em volta, pedindo o almoço É que na cidade 13:00 acontece o alvoroço Aqui, os meninos sujos de terra 11:00 já começam a querer sentir o gosto Sentir o gosto do arroz branco Temperado com um tropeiro Anguzinho com quiabo Tem forças para brincar o dia inteiro Pensei como é gostoso Essa vida na fazenda Quem casar com uma mineira Sua vida vira lenda Come bem dia e noite Ô tempero bem falado! Quando serve-se a mesa não tem um que não fique calado. Sabedoreando Minas E seus quitutes O melhor lugar é aqui De gente forte, feliz E com saúde!!!
Tantas coisas nos rodeiam, mas qual delas você olha? Qual seu olhar crítico ou amante? Alguns amam roupas, vitrines, o mundo moderno e os status. Eu amo flores, a vida, a leveza e os sorrisos que recebemos nas calçadas da vida.