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Frase de Monalisa

Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.

Monalisa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Monalisa

O silêncio num mundo sem som seria descrito como um sapo com cor verde vibrante e que produz uma droga chamada vacina do sapo, que causa delírios e alucinações. Um rio correndo para o céu levaria consigo as margens que o contêm e chegaria até a lua para que um dia ela seja habit…
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O silêncio num mundo sem som seria descrito como um sapo com cor verde vibrante e que produz uma droga chamada vacina do sapo, que causa delírios e alucinações. Um rio correndo para o céu levaria consigo as margens que o contêm e chegaria até a lua para que um dia ela seja habitada. Carta da solidão ao tempo: "Prezado tempo, tu me fizestes sentimento e me abandonastes desolada para sempre de minha origem." Um livro que apaga palavras do mundo seria um livro feito de átomos quânticos, em que todas as realidades são possíveis, como o pensamento puro é água cristalina. O amor é a ausência da solitude. É um não se bastar projetado no outro. É um lírio sozinho entre margaridas à beira de um lago. Se a morte fosse como uma estação de trem invisível, estariam esperando na estação todos os que creem, porque morrer é viver para a vida eterna. A música de uma árvore durante um eclipse seria uma árvore confusa observando o eclipse do meio dia, ao som de uma sonata. A esperança é o último jasmim que sobrou. A sensação de tocar um sonho esquecido é tocar no impalpável ao som de uma melodia inaudível, como um mar dominado pelos peixes.

Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Sentidos confusos que passam em vão. Talvez seja o momento de desacelerar o verso, e ouvir o que sustenta o poema, sair um pouco do sistema, desacelar o passo e observar o ritmo da respiração. Não se trocam pedras em vão. Mas não há…
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Muitos temores nascem do cansaço e da solidão. Sentidos confusos que passam em vão. Talvez seja o momento de desacelerar o verso, e ouvir o que sustenta o poema, sair um pouco do sistema, desacelar o passo e observar o ritmo da respiração. Não se trocam pedras em vão. Mas não há briga onde há comunhão, afinal todas as árvores foram um dia sementes, que hoje dão sombras aos viventes. Alguns temas são sensíveis, podem gerar dor em que vê. Gatilhos que a alma lê. Mas se há vontade de entendimento, façamos da paz nosso alimento. E mais que paz, plantemos no solo leveza, doçura e delicadeza, se assim foi no começo, pois que permaneça e que jamais se esqueça, se já fomos amizade encantada, na cidade que vê e não fala. Pois que eram sinceros os nossos passos. Uma árvore de quase vinte anos foi regada muitas vezes e hoje colhemos o verde das folhas vivas e as flores que abundam nos nossos olhos. E nos vejo árvore frondosa, que de ternuras se faz formosa. Somos uma árvore antiga que cresceu em meio a cantigas e muito mais se faz especial, se permanece no tempo real. E é precioso observar que somos duas sementes de uma árvore só. O amor se desencontrou no tempo, mas nunca se desencontrou nas almas. Assim penso, se assim sinto. A distância não apaga a verdade se te leio e te ouço. E você é abrigo, se músicas e poemas, alimentam minha emoção, tantas vezes fragilizada, mas atenta, na melodia que acalenta. E te faço esse poema, se o tempo passou e permanecemos. Um amor calmo, que o tempo não arrastou. Queria ver seu rosto e te abraçar, mas nem sei bem como te encontrar em mim, temo que seu amor tenha chegado ao fim. Ainda assim escreverei sobre seu olhos cor de mar, onde quero para sempre navegar.

A tarde ensina o crepúsculo nos últimos raios do pôr do sol, quando pássaros distantes se acomodam no céu do dia, que passa lento no domingo pleno de paz e esquecimento. A cidade silencia a máquina no dia das mães e comemoro os filhos que eu não tive a habitar os espaços com uma…
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A tarde ensina o crepúsculo nos últimos raios do pôr do sol, quando pássaros distantes se acomodam no céu do dia, que passa lento no domingo pleno de paz e esquecimento. A cidade silencia a máquina no dia das mães e comemoro os filhos que eu não tive a habitar os espaços com uma doce ternura de ausência. E não há arrependimento se muito se sabe das escolhas da vida. Estou viva e não há na sala nenhum ser que fala. Nas linhas de minha mão encontro o meu mapa, que afirma que tudo tarda e nada indaga. Penso em você que pode ser qualquer pessoa que a câmera enquadra. Sua figura em imagem que menos diz do que uma cantiga passada. Porque tudo é contemplação se os pés serenos pisam o chão da história construída com a memória de dias leves que deixam sua marca no destino, se o passado e o agora faz o futuro. E sinto algo dúbio entre uma saudade vaga e a vontade de não revistá-la. É como querer e não querer simultaneamente. Uma figura que mais bela se faz no passado e no presente encontra pouco espaço. E se demora além da hora, se ainda falo e digitam os dedos. E penso em uma calma certa, que nada me falta, se te ver deixa minha alma atravessada, mais procuro minha voz encarnada. A calma e o tédio cruzam um limiar, que é justamente onde te encontro em minhas lembranças. Tudo é pura distância se desconheço o passar dos instantes e habito o tempo psicológico que muito mais é relativo, se memórias esquecidas ainda povoam o presente e se senta em minha frente. O encanto se perte no palpável. As coisas findas, muito mais que lindas ficarão. Ouço murmúrios de poetas antigos que na sala conversam comigo. E cito seus versos como se fossem meus, já que em meu ser floresceu. E muito além vou quanto mais autêntica me faço e poemas revoltosos são mais teatro do que verdade, se me tenho contida e mais me abro para a vida. Também não me calarei, mas que minhas palavras sejam sucintas e não se demorem, pois que o verso chore calado e se vai fatigado quando se alonga em controversas que não acrescentam cores a minha tela. Mais um domingo se passa e no silêncio de minha casa tenho um coração em brasa, que é intenso quando fala e é intenso quando cala. Senhora Dona Sancha, coberta de ouro e prata, mostre a felicidade rara. Queremos ver sua cara. Logo vai raiar a madrugada. Fui no tororó, beber água não achei, achei a Mona Lisa, cujo sorriso não me esquecerei. A renascença chove em meu rosto e haja vista o que já está posto. Fui no tororó, beber água não achei, de sede de amor eu não morrerei.

Agora que o mar está calmo e as estrelas escurecem a noite, como o fogo que queima a terra e jorram labaredas, os olhos estão ternos ao esquentar a pele e se esquece do ser que foi ontem, pois que tardam todos os horizontes e a mágoa passada já não ressoa na madrugada. Tudo é esq…
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Agora que o mar está calmo e as estrelas escurecem a noite, como o fogo que queima a terra e jorram labaredas, os olhos estão ternos ao esquentar a pele e se esquece do ser que foi ontem, pois que tardam todos os horizontes e a mágoa passada já não ressoa na madrugada. Tudo é esquecimento e dormir é um ensaio da morte, mas distante se faz quando se procura um norte, um objetivo de vida mais altivo e sereno a perdoar a chuva quando molha o corpo. O amor não sabe morrer, mesmo que tente insistente. O amor é insolente e faz da alma bruta uma matéria prima resistente. E a face volta no mundo com suas rotas. O ódio é o amor ao inverso, pois que a indiferença é quando o amor se torna anônimo e se esconde em qualquer face da multidão, e a singularidade se desfaz calada, haja visto que tudo se assemelha e o amor tem pressa, tem presa, encontros e desalentos. Minha face ambígua se faz entre corente e ausente, mas não se cala no nada. E lembro sem precisar de fotografia, pois a mente configura a imagem e mente quando diz que já vai tarde. A noite escura me faz ficar sensível como o diabo, como já se dizia. E todos os poetas que me acompanham me pedem que dê outra chance ao abstrato sentimento que só existe nas palavras e em memórias vagas. E se me escondo e me perco, muito mais habito o endereço do amor e suas mil formas de continuar. Pois que minha mente conhece lembranças profundas que se não se esvaem no passar dos minutos. Mas sei também deixar passar se tudo é distância e liberto quem livre não precisa de minha absolvição. Não amo o que se persegue e mais invasivo se faz quanto mais fala. E procuro um equilíbrio em amar tranquila na poltrona de minha sala e apenas ser abrigo quando minha voz é desejada. Quando a indesejada da gente chegar, vai me encontrar tentando tecer um poema e partirei embriagada pelo versos que nunca enviei. Não quero um verso calculado, quero a fluidez de um abraço que comunica duas humanidades que ficam porque querem, porque precisam, se ao outro se inclina e aquece a mão fria. É o que os poetas diriam.