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Frase de celso_nadilo

Caminho como um observador político pelas fronteiras e frequências da adversidade. O clero político, valendo-se de eufemismos, transgrede a Constituição e abre barreiras para o avanço de deepfakes e fake news. Criam-se redes de falsos aliados para monetizar perfis e viralizá-los com vieses que entorpecem a mente, gerando um efeito devastador. É o arco vicioso dos comerciais e de suas mensagens fixas, onde aplicativos — que deveriam ser ferramentas para facilitar o acesso à informação — tornam-se vetores para correntes de sombras. A inovação cobra o seu custo na alienação, alimentada por sites de falsas interpretações, falsas análises e construções fraudulentas. Um exemplo disso são os relatórios de falsos avistamentos alienígenas, fabricados apenas para o ganho de visibilidade. ​Tudo faz parte de um plano maior. Enquanto a febre do futebol mundial consome os olhares, a sociedade foca sua atenção no movimento da pedra caindo no rio: todos olham e aplaudem a distração. Sob esse ritmo, a corrupção descarada opera aos olhos de todos, e o culpado continua candidato a presidente. Toda a narrativa real foi deslocada. ​Agora, o debate gira em torno de vacinas que falharam e de vidas que se foram. A dengue persiste; o DNA do mosquito transmissor foi modificado pela ciência para impedir a procriação, mas a natureza seguiu rumos diferentes. O fato de pessoas morrerem e de a ciência enfrentar percalços é imediatamente sequestrado, transformando-se em mais um viés para alimentar o negacionismo. Enquanto o positivismo e a geopolítica introspectiva da ciência caminham a passos lentos, a fábrica de informações e alienação trabalha a pleno vapor. ​O polimorfismo da política torna-se abrangente na repressão ao mais pobre, resultando na degradação da sociedade e em passos retroativos na história. Reformas trabalhistas fraudulentas e o engajamento político corrompido tornaram-se fragmentos de uma máquina de extorsão pública, transformando o cenário político em um caos. ​O perigo se estende às novas crônicas temporais: o ambiente declina sob o peso de um novo El Niño, trazendo enchentes, frio extremo e calor recorde. A falta de água pela escassez de chuvas dita a resenha dos apagões de energia. E quais são as preocupações do povo? Qual será o próximo jogo do Brasil? Quais jogadores vão a campo? Preocupam-se em enfeitar a rua e comprar bebidas. ​Em meio a tantos momentos insanos, a filosofia tem o foco de criticar, olhar para o todo e compreender o que acontece ao redor. Uma vez que se compreende a filosofia e a sociologia, aprende-se que o mundo não gira: ele capota. Ninguém espera que as coisas aconteçam por nada; há sempre uma causalidade operando nas frequências do tempo.

celso_nadilo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a…
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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência? ​Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem. ​Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.

Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados
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Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados nas nuvens celestiais da solidão. ​Voz que como trovão incandesce o mármore do inferno de jade; ao longe, lágrimas de sangue escorrem mar a dentro, na profundeza sem fim. ​Criaturas fantasmas navegam nos sonhos mansos dos mortos. Tão belos olhos que mesclam o ar da planície esverdeada aos tesouros ocultos nas areias silenciosas do tempo. ​Mares bravejam as terras do norte, canais de sonhos dentro de pesadelos. Rios de fogo, clamores de um novo mundo: prólogo do próprio reflexo da entropia, envolto num pássaro que paira pelos céus buscando terras desconhecidas. ​E no sentido mais profundo, onde amantes vivem em estado divergente, o gelo finalmente derrete e forma um lago de água doce e límpida. ​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias tornam-se o algoz de um sonho. Na muralha do esquecimento, pende a interrogação sobre a linha massiva das eras. Soterrada num pesadelo, minha voz repousa em teus seios. ​Tão complexos ares do mundo... E depois deste mundo, as nuvens terão chuvas que vêm num assopro do vento? Pássaros cantando em meio à tempestade erguem-se soberanos como a fênix. ​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno; avançamos nas estepes da geleira para o ermo mais distante do mundo, para ver seres fantásticos e suas existências magnânimas e emblemáticas. ​A flor que desabrocha no espaço, entre estrelas dilaceradas que observamos, será o combustível do futuro para outras galáxias. Novos mundos dentro do universo ressoam no alvorecer de um novo iluminismo. By Celso Roberto Nadilo