Frase de Luiz Daniel Blasius de Oliveira
Deixa-me só! Deixa-me só com meu copo de vinho. Caminhando nesta rua cinza. Me larga quieto com a penumbra de minha mente. Quero entender esta lógica doentia. Chorar quieto com minha raiva comprimida. Poder notar a eloqüência nas vozes distantes. Hoje eu não quero uma palavra de consolo. Quero apenas desfrutar minhas derrotas. As mesmas que me trarão risadas no futuro. Desfrutar deste vento que é pressagio de tempestade. Desfrutar desta neblina que contem o sol. Olhar as águas do rio e ver meu rosto turvo. Quero ficar em silencio para ouvir minha turbulência. Sentir o gosto de cascalho em minha garganta. Deixa-me só. Quieto com o rosto da mulher que amo. Que, apesar dela não voltar amanha. Isto passa. Mas hoje minha solidão é tudo que preciso.
Luiz Daniel Blasius de Oliveira
No pensador.ai desde