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Frase de Diego Godoy

Hoje celebramos 23 anos de casados. Engana-se quem acredita que qualquer sentimento, por mais intenso que seja, é suficiente para manter duas pessoas tão diferentes caminhando juntas por tanto tempo. O amor é muito maior do que isso. É uma decisão diária, construída por escolhas, atitudes e renúncias em favor de um propósito comum. O verdadeiro amor se revela na disposição de cuidar, acolher, ouvir, perdoar, dividir responsabilidades, celebrar conquistas e permanecer presente, sobretudo nos dias difíceis. A paixão vem, colore a superfície e vai embora. O amor é o alicerce. E alicerces, quando apresentam rachaduras, não são abandonados; são reparados. Exigem trabalho, paciência e compromisso. Também se engana quem imagina uma vida a dois sem desafios. Houve noites no sofá, palavras mal colocadas, julgamentos precipitados, períodos de silêncio e discussões desnecessárias. Não seríamos humanos se fosse diferente. A diferença está em não permitir que os conflitos sejam maiores do que aquilo que construímos. Quando a poeira baixa, o compromisso prevalece, o orgulho cede ao diálogo e o que nos une fala mais alto. E quando somos tomados pelo ímpeto da raiva, da vaidade ou do orgulho, a vida nos presenteia com pequenos sinais que restauram a serenidade, reorganizam nossas perspectivas e nos lembram de que o nosso verdadeiro porto seguro sempre esteve um no outro. Hoje somos muito diferentes dos jovens que disseram "sim" há 23 anos. Talvez essa seja a maior beleza do casamento: acompanhar a transformação do outro sem deixar de escolhê-lo. Tive o privilégio de vê-la crescer, mudar e se reinventar inúmeras vezes. E em cada uma dessas versões, encontrei novos motivos para amá-la. Depois de 23 anos, entendo que o segredo de um casamento não está em encontrar alguém que nunca muda, mas em escolher amar a mesma pessoa em cada nova versão dela. E em cada reencontro, fazer a mesma escolha: permanecer, construir e seguir em frente, juntos.

Diego Godoy

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Diego Godoy

Quanto da minha vida foi escolha minha, ou uma tentativa de caber no desejo dos outros? Apesar de dolorosa, talvez essa seja a pergunta mais importante da vida adulta. Porque chega um momento em que precisamos distinguir aquilo que realmente queremos daquilo que aprendemos a que…
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Quanto da minha vida foi escolha minha, ou uma tentativa de caber no desejo dos outros? Apesar de dolorosa, talvez essa seja a pergunta mais importante da vida adulta. Porque chega um momento em que precisamos distinguir aquilo que realmente queremos daquilo que aprendemos a querer para sermos aceitos, amados ou aprovados. Quantas decisões tomamos por vontade própria, e quantas nasceram do medo de decepcionar alguém? Quantas vezes permanecemos em lugares, relações, profissões ou versões de nós mesmos apenas porque sair dali significaria contrariar expectativas? Talvez amadurecer seja perceber quantas vezes chamamos de escolha aquilo que, na verdade, era apenas medo de decepcionar os outros. Passamos tanto tempo tentando corresponder às expectativas alheias, evitando conflitos e buscando aprovação, que podemos acabar construindo uma vida que agrada a todos, menos a nós mesmos. Talvez uma das descobertas mais dolorosas da vida adulta seja perceber que, de tanto tentar caber no mundo dos outros, acabamos nos tornando estranhos dentro da nossa própria história. Liberdade, então, talvez seja descobrir quais desejos são realmente nossos. No fim, a pergunta já não é quanto da minha vida vivi pelos outros, mas quanto da vida que me resta estou disposto a viver por mim.

Você teve inúmeras oportunidades de me tratar da maneira certa: com respeito, consideração pelas minhas opiniões e pelos meus sentimentos, sem tentar silenciar a minha voz sempre que ela dizia algo que você não queria ouvir. Mas só resolveu mudar quando eu parei de responder. E…
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Você teve inúmeras oportunidades de me tratar da maneira certa: com respeito, consideração pelas minhas opiniões e pelos meus sentimentos, sem tentar silenciar a minha voz sempre que ela dizia algo que você não queria ouvir. Mas só resolveu mudar quando eu parei de responder. Eu não estou com raiva. Só percebi que você vai continuar ultrapassando os limites enquanto eu continuar cedendo e mudando esses limites por você. E agora que finalmente estabeleci um limite, eu sou o vilão da história, certo? Pois bem. Às vezes, ser o vilão na história de outra pessoa é apenas a prova de que você deixou de ser o trouxa na sua própria história. E eu estou em paz com isso.

Nem todo amor é um lugar seguro para ficar. Há amores que, por mais intensos e verdadeiros que sejam, machucam mais do que acolhem, confundem mais do que trazem paz e exigem de nós mais renúncias do que deveriam. Às vezes, amar alguém não é motivo suficiente para permanecer. Por…
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Nem todo amor é um lugar seguro para ficar. Há amores que, por mais intensos e verdadeiros que sejam, machucam mais do que acolhem, confundem mais do que trazem paz e exigem de nós mais renúncias do que deveriam. Às vezes, amar alguém não é motivo suficiente para permanecer. Porque amor sem respeito, diálogo, reciprocidade e segurança emocional pode até ser amor, mas não é lar. Às vezes, a maior prova de amor-próprio é aceitar que o sentimento existe, mas que aquele lugar já não nos faz bem, e ter coragem de partir, mesmo ainda amando.

Prefiro aprender a conviver com a sua ausência do que ultrapassar meus próprios limites para suportar o seu desrespeito. Sentir sua falta pode doer, e talvez doa muito. Mas a saudade é uma dor que, com o tempo, perde força, cicatriza e encontra seu lugar. Já abrir mão da própri…
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Prefiro aprender a conviver com a sua ausência do que ultrapassar meus próprios limites para suportar o seu desrespeito. Sentir sua falta pode doer, e talvez doa muito. Mas a saudade é uma dor que, com o tempo, perde força, cicatriza e encontra seu lugar. Já abrir mão da própria dignidade apenas para manter alguém por perto é escolher uma ferida que se renova todos os dias.