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Frase de Gustavo Nascimento

A solidão nos faz sangrar muitas vezes... Há momentos em que estamos cercados de pessoas, rodeados por gente de todo tipo, e ainda assim nos sentimos só. A solidão nos faz sentir pequenos, temerosos, sem graça... Tem vez que não queremos mesmo ninguém por perto, não aceitamos palpite alheio, não damos ouvido a nada, queremos apenas ficar sozinhos, sem nada por perto, sem nada... E isso nos fere, somos volúveis, e os outros estranhos demais. A solidão, mesmo que causada, machuca nossa alma profundamente! Quanta decepção sofremos no decorrer da vida? Quantas vezes, aqueles que achamos os mais verdadeiros e amigos, nos traem ou nos ferem com palavras, ou ainda pegam nosso coração com as mãos e dilaceram sem dó nem piedade? As pessoas são mesquinhas, difíceis de entender... Nos sentimos só quando nossa alma geme calada, quando nosso coração quer sair pela boca e nada podemos fazer, somos ousados em muitas coisas, mas diante da solidão muitas vezes fracassamos e não fazemos nada para que ela vá embora. Aceitamos, convivemos e nos acostumamos com a solidão... A grande verdade é que até gostamos dela, pois muitas vezes é melhor ficar só do que conviver com pessoas irônicas e sem sensibilidade com a dor alheia... É melhor ser só do que estar perto de pessoas vazias de sonhos, de gente cheia de protocolo e regras bestas... A solidão nos faz pensar quem realmente somos, se é que somos alguma coisa... Dói lá no profundo do ser, ninguém pode imaginar a dor que eu sinto, nem tampouco a necessidade que tenho de ter como companheira, neste caso, a solidão!

Gustavo Nascimento

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Pensador.com

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Medos Esse medo que prende o meu espírito Nem pensa na hipótese de ir para longe de mim
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Medos Esse medo que prende o meu espírito Nem pensa na hipótese de ir para longe de mim Curvas escuras, onde reinam o vazio e o grito. Pedaços de uma vida que por um triz eu pus um fim. Na calada da noite eu deliro com as vozes que ouço Meus olhos dilatados pelo sono soltam gotas frias Meus medos cada vez mais à flor da pele Deixam-me debilitado como um ser que vegeta em agonias Saberia abraçar se me fosse dado o direito de fazê-lo Mas tudo o que a vida me deu resume-se em pó Essa escuridão misturada com os horrores da mente Apenas contribuí para eu continuar sendo essa aberração tão só. O medo que prende o meu coração Nunca deixará sua cor vermelha tornar-se vida Assim eu fico com os pedaços de uma história pela metade E definho em um abismo em meio aos cacos de uma alegria destruída!

Desejo... Desejo os caminhos mais belos e cheios de flores Os sorrisos espontâneos que penetram a alma
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Desejo... Desejo os caminhos mais belos e cheios de flores Os sorrisos espontâneos que penetram a alma As cores vivas de um verão quente Os minutos ao lado de alguém que acalenta e acalma. Quero prazeres duradouros e sentimentos límpidos Abraços apertados com a sensação de estar protegido Desejo ousadia e coragem para amar todos os dias E uma alegria eterna que vai bem além de fantasias Amores constantes que tem minha vida pelo que sou Amizades fascinantes que exploram detalhes em mim Beijos quentes, beijos molhados, comportados e safados E a euforia de um viver que não teme o próprio fim. Desejo verdades que me levem à escolhas oportunas Porque a vida é feita de escolhas e não de verdades Quero o melhor, o fantástico, a astro, fortunas E um legado que sopre nosso nome pelo mundo e pelas dunas.

Um caminho vago de perspectivas Ilusão de faces e aparência genuína Labirinto errôneo que leva-me ao vazio
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Um caminho vago de perspectivas Ilusão de faces e aparência genuína Labirinto errôneo que leva-me ao vazio Dentro de abismos que revelam minha ruína A barba que cresce em meu rosto Faz de mim uma composição sem definição O caminho ainda é vago E os rastros do labirinto deixam-me sem direção Sei que não sei dançar essa sinfonia sacra E se me perco aqui é porque não quero encontros Dentro de um casulo eu pincelo, eu conto, eu desenho Ferindo os meus olhos, livrando-me de espantos De respaldo, de coisas, de mim é o que preciso Ou talvez de ninguém Não quero o rascunho dessas páginas amarelas Quero é a saída desse abismo que preso me mantém!