Frase de Roberval Pedro Culpi
Soneto da desilusão A vida é o lento abrir da desilusão, cada saber revela o espinho oculto; a mente cresce, e com ela a aflição, pois o véu cai, deixando só o vulto. Não é que o tempo tenha se tornado mais áspero, sombrio ou desumano, é o olhar que, enfim, foi despertado, e já não vive do consolo insano. A consciência pesa, mas liberta, ao sábio ensina a ter leveza e calma; se tudo é sombra, a impermanência é certa. O apego fere, o silêncio embala e acalma; e no vazio, a verdade se desperta: não há prisão maior que a própria alma. Roberval Pedro Culpi 28/07/2025
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