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Frase de Bruno M. Tôp

Finalmente eu acordei, E percebi, que tudo estava diferente, Depois de dois anos no escuro, Percebi que estava num futuro, Que não pude fazer nada pra mudar. Eu não lembro de muita coisa, Foram dois anos tão estranhos, Eu só me lembro da sua voz, Então você não desistiu de mim, Não sei se isso foi bom ou ruim. Não, o que quero dizer, É que eu não presto pra você. Hoje quando acordei, A primeira coisa que vi, Foram seus olhos marejados, Um sorriso tremendamente abobalhado, Você não acredita que estou de volta? Demorei tanto tempo assim pra cordar? Desculpa por te meter nisso, Agora você tem que me ajudar a levantar, Você parou sua vida, Pra poder ficar ao meu lado, Idiotas são sempre idiotas. Eu só estou com medo, Que o horizonte não seja justo, Você sempre mereceu coisa melhor, E agora me tem ao seu redor, O tempo todo, porquê? Você pode simplesmente fugir, Eu não presto, eu sei disso, Aquele cafajeste ainda está aqui dentro, Cervejas e cigarros a todo momento, Brigas e carinhos por causa do sentimento, Tem certeza que não quer fugir? Uma noite na cama, É tudo que preciso, Ouvir você pedir, Você implorar na verdade, Pra que eu diga que meu coração te ama, É realmente lamentável, Eu não sou o cara certo pra você, Tente me esquecer. Você foi atraída até mim, Como uma mariposa, É facilmente atraída, Por uma lâmpada fluorescente, Ela sabe que não vai sobreviver, Se continuar indo em frente, Mas quem disse que ela consegue parar, Você não entende, Eu vou te queimar. Eu sou um fósforo pronto pra se incendiar, Você não conseguiu chegar a essa conclusão, Depois de dois anos em que estive em coma? Você deve se culpar, Mas fui eu que quis me matar. Sou um cigarro, que se consome, E que destroi o seu pumão, Me deixe, por favor, Antes que eu destrua seu coração. Não sei o que é isso que estou sentindo, Estou me sentindo enojado, Às vezes, como um vaso quebrado, Uma arma usada com próposito errado, Mas uma arma, sempre é uma arma não é? Você pode simplesmente desaperecer, Eu não quero mais te ver, Quando voltar para essa casa nojenta, Só para adormecer, Por favor, vá embora. (...) 'Você...' 'Eu já entendi tudo, Você está me destruindo, Eu sei, só que você não percebeu, Que na verdade, eu sou como uma abelha, Que usa seu ferrão numa flor, Para ver suas pétalas se abrindo' 'Eu...' 'É isso mesmo, Seu coração não está se partindo, Ele está se redescobrindo, Mesmo que eu morra no processo, Vai valer a pena, Isso é o que o veneno do amor, Faz com as pessoas' Idiotas são sempre pessoas boas. (...) É agora, eu já não sei quem venceu, Você me convenceu a usar esse anel, Mas eu nem sei se posso ser útil, E dar mel pra essa abelha idiota, Espero que sim.

Bruno M. Tôp

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Bruno M. Tôp

A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferruja…
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A gente vai ficando velho, e deixando o tempo assassinar nossos sonhos. Sempre com a mesma desculpa; 'continuo isso mais tarde', mais para mim mesmo, do que para os outros, sem perceber, eu deixei meus sonhos de lado, assim como a maioria das pessoas. Deixei o tempo se enferrujar a minha visão da vida, as cores que antes via nas coisas pequenas, como poder fazer o tempo esperar, como esperei, e ficar sem fazer nada, dando um tempo só para mim; não agora, os tempos que passo de forma boemia, são tempos de angústia, em que o guloso espírito de responsabilidade rouba a graça da vadiagem. É como eu sempre soube, os seres humanos quando envelhecem, deixam de sonhar, simplesmente por enxergarem algo que quando eram crianças, nunca terem percebido; Há um teto acima de suas cabeça, que restringe suas ações e reações, que inibe suas vontades e espontaniedade, um teto chamado responsabilidades. E a única fuga para ele, é olhar de lado e ver numa janela, um céu azulado que se desenha acima da cabeça de seus filhos. Por isso que os pais se contentam em realizar os sonhos dos filhos; não é por eles não terem sonhado nunca, é só que, seus sonhos estão invisíveis, ocultados pelo teto acima de seus desejos juvenis. O Amor que outrora, teve tantas definições, hoje é apenas uma parte que me entorpece numa rotina que se eu parar para avaliar como deve ser avaliada, a saída de emergência guardada nos meus pulsos, será usada. Uma ilusão, minha vida, muita dor, esperança, sonho, alegria, um vício, o que há de mais maravilhoso, uma sensação de vazio e ainda assim, apenas uma palavra. Eu esqueci que o Amor já foi tudo isso para mim. Meu teto me impede de perceber essas coisas tão óbvias assim. Agora, o que me resta, é tentar fugir um pouco mais desse teto, mas pelo que me parece, o tempo não vai deixar, ele está zangado por eu ter aproveitado do amor de forma tão hipócrita e criminosa. É isso que dá, afirmar ser raposa, ter coração de gelo, e nem ao menos saber, quais sentimentos são verdadeiros.

Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei…
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Uma saudade bem espaçosa, perseguindo os padrões, de uma rotina de desencontros, fazendo das fotos, uma fuga especial, é aí onde nosso amor se sobrepõe. Ninguém é tão agraciado quanto nós dois, nós não estamos no fim, mas já superamos o tão famoso 'felizes para sempre', e eu sei disso porque toda vez que você exibe um sorriso, o meu próprio sorriso o sobrepõe. É, eu tenho certeza, ninguém é tão sortudo quanto nós somos. Quando você me liga, e me diz como você se sente, eu fico imaginando como e quando você se enraizou tão longe, sem eu nem mesmo notar. Como e quando, meu coração deixou de ser meu, para ser seu? Você já deve ter percebido, mas eu não costumava a estar habituado a isso, e sem nem perceber, discutia só por discutir, porque a paz que seu olhar me inundava, era tão inédita... Só que não há nada de mal nisso, eu apenas nunca estive tão feliz. E agora, eu tenho essa sensação de que se eu demonstrar exageradamente o bastante, você vai sorrir de volta pra mim, o sorriso tão intenso (e envergonhado) que só tem para mim, o sorriso pelo qual eu me apaixono todo dia. É, eu tenho certeza que ninguém sobrepõe a beleza do seu sorriso nesse mundo.

Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo,
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Nós continuamos conversando, Mas sinceramente, Eu não tenho ideia do que está acontecendo, Ainda somos amigos? Existe uma magóa que você não admite, E isso me incomoda bastante, Como um colibri, Pairando no ar. Percebo que você está me evitando, Mas sinceramente, Não é de hoje que isso vem acontecendo, Faz tempo que você não é mais a mesma comigo, E nosso sorriso, você não mais permite, Como se o que a gente já teve fosse irrelevante, Algo que eu fechei assim que abri, Que você nunca deixou respirar. O problema é que sempre lhe vejo, Sou fisgado pelo encanto do seu olhar, Me pego saudoso do seu beijo... Não sei mais o que esperar. Só me resta esperar que esse desejo, De alguma forma consiga me deixar, Que o gosto voraz do seu beijo, Minha memória consiga apagar.

Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol,…
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Ela é macia, quente, seu abraço um tanto aconchegante, segurá-la em meus braços foi mais natural do que poderia imaginar; seu perfume é uma doce promessa que me traz lágrimas aos olhos. Foi assim que me despedi, sem nem perceber que era uma despedida. Por menos um ciclo do sol, eu a conheci, me apaixonei, me viciei, desapeguei, abandonei, reapaixonei, enjuei e ignorei. Tudo tão rápido, mas de uma forma tão intensa, que foi um amor para uma vida toda; pena que esse amor não durou nem mesmo a vida de uma vespa, que nasce na primavera, e morre num inverno. Foi mais ou menos o que aconteceu com ela, como uma vespa, que visualiza uma fogueira. Pobre coitada, hipnotizada, lá no fundo sabia que seria o seu fim, mas não resistiu aquela luz, e foi em direção a fogueira. Pobre dela, que sempre foi contra ao que eu queria, e sem perceber, não teve escolhas, veio até mim, deixando morrer sua parte mais inocente. E aí, depois do pequeno hiatus que preguei ao seu coração, ela aprendeu a se proteger de mim, de uma forma que nunca esperei. Pois é, como eu sou um mal perdedor, não aceitei aquela defesa. Eu nunca fui um vencedor, porém, nunca aceitei a derrota. Na verdade, é algo bem além, essa caracteristica é do meu coração, que simplesmente não sabe perder. E desde então, eu desapereci, a fogueira se apagou, e a pobre vespa ficou desnorteada, no escuro, sem seu vício para lhe guiar. Mas essa é só mais um romance, que como todo romance que se prese, teve seu início, seu meio, e seu fim. Pois por definição, romance tem que ter um fim.