Frase de Gustavo H. Nascimento
Com passos firmes de um condenado Na certeza de um fim Sob as roupas um corpo castigado Os olhos que olhavam o chão, na esperança de não verem aqueles que amavam Ali, parados, olhando incrédulos. E a multidão que se abre na direção de onde um dia foi o seu mirante Ainda quando criança, lá brincava e de lá podia ver o mundo Os gritos agora já abafados pelo pulsar do seu coração Que não podia entender a sua calma Ate para um julgado onde a lei diz que não se há outra pena se não a morte A tarde era perfeita, nem fria nem quente. Vendo o sol que se punha na sua frente Com o ar triste de despedida Dava-se lugar onde fora o balanço de criança A sua nova prisão Sabia que ali ficaria, não por mais do que alguns minutos Mas esses seriam todo o resto da sua vida. Quando sentiu aquele velho e conhecido trançado. Não conseguia mais imaginar um futuro, tudo que tinha era o passado Então o ar lhe faltou Seus pés já não tocavam o chão. Agora o seu coração estava calmo Seus olhos escureciam junto com o dia. Mas os seus ouvidos ainda ouviam a multidão que ficou em silencio E o vento cantava uma suave melodia de adeus.
No pensador.ai desde