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Frase de Lia Barone

Cada um dá o que tem Um dos sentimentos mais espinhentos com o qual lidamos em algum momento da vida é a rejeição. Gostar de alguém e saber que a recíproca não é verdadeira pode causar um abalo sísmico na autoestima. Você se pergunta o que tem de errado, o que te falta e principalmente o porquê a pessoa que gosta e dedica tanto afeto, parece preferir qualquer outra a você. Por mais difícil que pareça para se aceitar, a explicação não é, nem de longe, complicada. Cada um dá o que tem. Cabe a você aceitar essa realidade. O sentimento existe ou não. Às vezes se desenvolve durante o tempo, mas se ocorrer será de forma natural. Ninguém merece se sentir preso, constrangido ou obrigado a corresponder o que não sente. Caso haja insistência, o efeito pode ser totalmente contrário e você se verá às voltas com uma antipatia desnecessária. Quando povoamos o coração com nossas pessoas prediletas não podemos esquecer-nos de construir estradas, pois o melhor presente que podemos estender a alguém é a liberdade de ir e vir. De todas as pessoas que passam por nossas vidas, algumas se diferenciam porque simplesmente voltam. Seja após anos para dar um abraço e dizer que sentiu saudades, seja após uma viagem ou mesmo ao fim do dia, após o trabalho, para dividir as noites com você. O amor só se expande e ocupa espaços quando possui liberdade para ser apenas amor.

Lia Barone

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Alma Quando não se conhecia, estranhava. O silêncio era tão carregado de palavras que causava espanto Ninguém as escutava Gritava o tempo todo. Me olhe Gritava o tempo todo. Fale comigo Tinha medo o tempo todo de estar ali e não ser dali. Estava sempre impulsionada à uma direção que não constava dos mapas. Por quê sentia tanto? Por quê não podia ouvir o que seu coração tanto chamava? Via tudo e guardava os detalhes. Conhecia os segundos, as horas e tinha enfileirados todos os dias na memória. Classificava as pessoas em cores para poder distingui-las e por elas sentia em cores também. Elas não a viam, era invisível. Tinha a totalidade dos sentidos. Tocava no amor mas não o segurava. Mergulhava tão fundo em si que se afogava…