Frase de William Contraponto
Quem sou eu para escrever o que escrevo? Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler. Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária. Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre. Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação. Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto. Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir. Não temo a sombra: ela é natural. Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho. O que escrevo nasce disso tudo. Da coragem de pensar. Do risco de sentir. Da ousadia de encarar o que muitos evitam.
No pensador.ai desde