Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
NO TRONCO DO IPÊ (soneto) O ipê resplandece, na sede do inverno Árido e frio chão, resistir o seu nome Durar, no estio, que assim o consome A belicosa árvore, floresce no inferno Com o tal vigor generoso e fraterno Pária com honra, se a chuva lhe some Mingua a água, e, que a vida lhe tome: A ventura. Ainda é um aparato eterno Do próprio fel, do cerrado, é proveito Faz do atravanco, triunfo na desgraça E ao planalto central marca e respeito Possui, na rispidez da terra crassa A própria glória, o seu maior feito: Florindo em beleza, de pura graça. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde