Frase de Mariana Stofel
No fim da tarde, olhos se põem Deixando de lado esse curto verão. Esqueça o que ficou, pois nosso trem desgovernou na contramão.
No pensador.ai desde
No fim da tarde, olhos se põem Deixando de lado esse curto verão. Esqueça o que ficou, pois nosso trem desgovernou na contramão.
No pensador.ai desde
Nós nunca estamos sós quando temos diversos nós dentro de nós mesmos.
Todo perder é um encontrar lentamente. E em cada curva, as esquinas escondem as ruas que já foram viradas.
Todo perder é um encontrar lentamente. E em cada curva, as esquinas escondem as ruas que já foram viradas. Os nossos passos decretam o nosso caminho, Ainda que sozinho por essas calçadas.
Você nasce, floresce, evapora. Menina, flor, chuva. E você cresce, desabrocha, armazena-se em camadas. Menina, flor, chuva. Enfim, você morre, murcha e chove, menina, você sempre chove. Eu sentia isso, aos poucos, mas sentia. E não havia estágio intermediário, era algo bem mais c…
Você nasce, floresce, evapora. Menina, flor, chuva. E você cresce, desabrocha, armazena-se em camadas. Menina, flor, chuva. Enfim, você morre, murcha e chove, menina, você sempre chove. Eu sentia isso, aos poucos, mas sentia. E não havia estágio intermediário, era algo bem mais complexo pensar em ciclos, pois era impossível prever aonde eles terminariam e qual seria a última gota de toda essa chuva. Vai dizer que isso também não o assusta?
Ouvi dizer que o tempo corre E, com os pés amarrados, tudo que seria nascido, no tempo, morre
Ouvi dizer que o tempo corre E, com os pés amarrados, tudo que seria nascido, no tempo, morre tudo que fosse perdido, no tempo, era achado. Porque as horas são tão belas vírgulas Partículas infinitas de instantes entrelaçados Porque o tempo, ora, não deixa saídas Mas há entradas por todos os lados. E a espera continua parada lá fora, Com os olhos voltados para o amanhã que vem A vida brinca entre o presente que se deita, Entre o tempo que não respeita ninguém.